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A comitiva portuguesa combina experiência e juventude, com as mulheres em maioria
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A comitiva portuguesa no Troféu Princesa Sofia combina experiência e juventude, com as mulheres em maioria, facto destacado pelo presidente da Federação Portuguesa de Vela numa entrevista à Lusa, na qual abordou o caminho para Los Angeles'2028.
"Esta é a primeira grande regata da época das classes olímpicas. Nós, a nível de comitiva, estamos com 15 velejadores e temos uma particularidade desta vez, que não acontece há muitos anos, e nem sei se alguma vez aconteceu - tenho quase a certeza que não - que é ter mais mulheres numa comitiva que homens", salientou António Barros.
Quando assumiu a presidência da Federação Portuguesa de Vela (FPV) este cenário "era um bocadinho impensável", confessa, congratulando-se por neste último ano e meio a sua direção ter acabado por "recrutar várias jovens velejadoras com imenso potencial".
Entre hoje e sábado, o Troféu Princesa Sofia concentra em Palma de Maiorca a elite da vela mundial, com Portugal a estar representado pelas duplas Diogo Costa/Carolina João e Beatriz Gago/Rodolfo Pires (470), Eduardo Marques, João Pontes e Lourenço Mateus (ILCA7), Maria Teresa Figenschou, Luísa Peres e Madalena Wanzeller (ILCA6), os irmãos Mafalda e Tomás Pires de Lima (kite), Ricardo Correia (IQ Foil) e Teresa Quartin e Rita Borges (49er FX).
A partir da ilha balear espanhola, António Barros aproveitou o primeiro evento da época do Grand Slam da vela, que reúne as 10 classes olímpicas, para perspetivar o ciclo rumo a Los Angeles2028, para o qual será feita "uma preparação mais ambiciosa" devido ao "acrescento de apoio, na ordem dos 30%" estabelecido no contrato-programa assinado esta semana com o Governo.
"Temos, atualmente, aqui duas equipas de 470 que estão ambas no top 10 mundial. [...] É claramente uma classe com objetivos de, pelo menos, lutarmos pela medalha, sem dúvida", assumiu, recordando o quinto lugar que Diogo Costa e Carolina João alcançaram em Paris2024.
Portugal está também "muito bem" no kite, nomeadamente com Mafalda Pires de Lima, 14.ª nos últimos Jogos e "um sólido valor no kitesurf feminino mundial" nas palavras do presidente da FPV.
"Os objetivos para ela neste ciclo olímpico são claramente ambiciosos, diria que pelo menos lutar por um diploma. Claro que ainda falta um percurso muito grande, mas atualmente, estando em quinto do ranking mundial, obviamente se conseguir evoluir, pode chegar à altura dos Jogos e ter outra ambição", justificou.
Já Tomás Pires de Lima "ficou à porta dos últimos Jogos", mas hoje, segundo Barros, "encontra-se num patamar de que se fosse agora um apuramento" estaria em Los Angeles.
"As expectativas neste campeonato para o Tomás são baixas [...], porque está a recuperar de uma infeção bacteriana que teve. Mas de qualquer forma está cá. E esperamos que ele consiga fazer todos os dias a prova", pontuou.
No ILCA7, Portugal tem "uma boa equipa", integrando o também olímpico Eduardo Marques, que está a recuperar de uma lesão grave, resultante de um acidente, além de outros dois velejadores que podem "igualmente" estar em futuros Jogos, enquanto na vertente feminina "três jovens velejadoras" estão a fazer o seu percurso.
Em Palma, no IQ Foil, será Ricardo Correia a representar o país, sendo o velejador que "neste momento, solidamente, tem melhores resultados" na classe, com Barros a admitir que se este "continuar a evoluir como está a evoluir, pode, claramente, ambicionar ir aos Jogos".
"Depois, finalmente, temos a nossa nova classe [...] com duas jovens velejadoras, e excelentes estudantes. Não me canso de dizer isso. Obviamente, esta é a estreia delas. Elas começaram o projeto só em outubro, numa classe muito complicada, complexa de grau de aprendizagem. No fundo, vão ser 'lançadas às feras' aqui, no local onde vai estar toda a frota mundial", destacou.
Por isso, Teresa Quartin e Rita Borges "não têm nenhum tipo de objetivo de resultado" no 49er FX no Troféu Princesa Sofia.
"Têm o objetivo de ganhar experiência, perceberem o grau de andamento que têm em relação às outras. Agora, o objetivo delas para este ano é entrar nas esperanças olímpicas. E, no próximo ano, tentar entrar para o projeto [olímpico]", detalhou.
Os 15 portugueses fazem parte de um universo de 1.177 velejadores, de 62 países, que vão disputar a partir de hoje a 55.ª edição da icónica prova espanhola.
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