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Miguel Maia e o jogo contra o filho: «Foi um momento indescritível e bateu forte no coração»

• Foto: Ricardo Jr.

O embate entre o Sporting e a Académica de Espinho, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal de voleibol, teve a particularidade de colocar frente a frente Miguel Maia e o seu filho Guilherme. No final do encontro, o capitão dos leões não escondeu a emoção provocada pelo momento.

"Foi um momento indiscritível e que bateu forte no coração, nunca tinha pensado que uma situação destas pudesse acontecer. Passei por grandes palcos e tive bastante êxito, mas nunca tive uma situação como a que aconteceu hoje. Os anos foram passando e, quando ele chegou a sénior, começámos a sonhar. Sabíamos que ele está na 2ª divisão e eu na 1ª divisão e que teria através da Taça. Foi um momento brilhante para nós e para os nossos familiares", referiu.

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Assumindo que o embate com o clube espinhense, onde se formou, foi especial, Miguel Maia explicou ainda o porquê de ter abraçado o filho durante o encontro: "Fui-me preparando ao longo dos dias e penso que esta foi a melhor forma de lhe ensinar a ele e aos jovens que, a partir do momento em que entram em campo, têm de se abstrair de tudo o que possa acontecer. Queria que ele fizesse as coisas bem, mas tinha noção que éramos adversários. Na parte final tinha de acontecer aquilo [abraço entre ambos] e fi-lo porque foi um momento histórico e porque quis passar-lhe um testemunho".

O experiente jogador, de 49 anos, concluiu deixando em aberto a possibilidade de ainda vir a jogar com o filho. "A cereja no topo do bolo foi jogar contra ele. Como eu vou continuar a jogar, tudo é possível. Não vou adiantar mais nada, honro a camisola que visto, tenho contrato e gosto de estar no Sporting, mas, como vou continuar a jogar, tudo é possível", rematou.

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No plano desportivo, o Sporting enfrenta agora o Leixões nas meias-finais da Taça de Portugal.

Por Diogo Matos
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