_

Opinião
Paulo Costa Diretor executivo da Liga Portugal

(R)evolução silenciosa

A 4 de dezembro de 2025, ainda a vários meses da conclusão do nosso primeiro ano de mandato na Liga Portugal, a direção executiva da Liga Portugal colocou na agenda a prossecução de medidas estruturais para o futebol profissional, aprovadas pelas sociedades desportivas pouco tempo depois, ao arrepio da descrença de muita gente: a centralização dos direitos audiovisuais e a democratização da Taça da Liga/Allianz Cup.

Hoje, em vésperas da 18.ª Cimeira, agendada para dia 10 de novembro, a Liga tem novo desafio para submeter à ponderação dos presidentes dos 33 emblemas: um modelo de fair play financeiro e compliance que, sem escamotear a realidade económica do ecossistema – e do próprio país, que é muito assimétrico -, implemente um conjunto de regras que garanta a sustentabilidade das sociedades desportivas, que trave despesismos por conta de projetos personalizados à margem da paixão dos adeptos e que impeça o chamado "doping financeiro”, proveniente de vias duvidosas e/ou de fontes externas ao ecossistema da modalidade. Tal obrigará, naturalmente a medidas de compliance e, por fim, à mitigação das hipóteses de concorrência desleal.

PUB

A direção executiva da Liga mantém o seu rumo de (r)evolução silenciosa e discreta, mas ágil e arrojada nas suas ambições em prol de indústria que dá claros sinais de combate à apatia por nós rejeitada. É assim que entendemos esta nossa função de estar ao serviço de todos os emblemas: nunca temer os dossiês tão difíceis quanto necessários, para bem do futebol profissional.

Por Paulo Costa
Deixe o seu comentário
PUB
PUB