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A queda do Dragão

A queda do Dragão

O “excesso de confiança” de Pinto da Costa conduziu o FC Porto à atual situação: em termos europeus, já não fará melhor do que na época passada; em termos nacionais, também não. Já se sabia que fazer algo semelhante àquilo que se conseguira na época passada era quase uma utopia, mas se ganhar a Supertaça e perder a Supertaça Europeia era algo que entrava, sem escândalo, nas contas do FC Porto, ser eliminado tão cedo da Liga dos Campeões, num grupo relativamente acessível, não passava pela cabeça dos mais pessimistas. Em síntese, o FC Porto fica “obrigado” a fazer uma boa campanha na Liga Europa (não sendo a mesma coisa começar e acabar com êxito esta prova, como aconteceu em 2010-11 sob a orientação de Villas-Boas e cair nela aos trambolhões, como acaba de acontecer sob a orientação de Vítor Pereira...) e renovar o título de campeão nacional. Quer dizer: a dimensão do flop do FC Porto não terá apenas a ver com aquilo que (não) conseguir fazer doravante, mas sobretudo com o desempenho do Benfica. Quanto maior for o voo da águia, maior será o estrondo da queda do dragão. Resta ao FC Porto amenizar os efeitos de uma época atípica, por “excesso de confiança”, repito, do seu presidente.

As turbas, ululantes, acham que a perda de Falcão não justifica o contraste do desempenho desportivo.

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Os estimáveis cronistas-do-reino-azul-e-branco também não. Um sector específico da SAD portista também não. A comunicação social também não. Isso é mais do que suficiente para Pinto da Costa formar uma opinião contrária e desviar as atenções do essencial, colocando o foco (e o odioso) nas “observações” de “alguns jornalistas”. Os “menos inimigos” e os desalinhados.

Não é preciso andar por aqui há muitos anos para alcançar o que vai acontecer nos próximos tempos: mais argumentos laterais para desviar as atenções do flop na Champions; discurso centrado no objetivo de defender o troféu conquistado na Liga Europa e apontar para a renovação do título de campeão nacional, com a convicção de que o Benfica não vai fazer nada de suficientemente impactante na Liga dos Campeões.

Essa é a maior das sortes de Vítor Pereira. Saber que o “inimigo externo” pode ser o seu grande aliado. Quanto mais ruidosamente ele se manifestar, maiores são as suas hipóteses de sobrevivência. O FC Porto até pode perder tudo, mas Pinto da Costa não descansará enquanto não convencer as massas de que Vítor Pereira era (e é) o treinador certo para substituir Villas-Boas. Afinal, Vítor Pereira “vale” 18 milhões e é preciso esgotar todas as hipóteses de se poder encaixar uma receita... verdadeiramente... extraordinária. É uma questão de queda ou... de não a reconhecer.

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NOTA – Através de Gilberto Madaíl, ficámos a saber que o futebol português preferiu salvar o competentíssimo Amândio de Carvalho, em detrimento da alegada incompetência de Carlos Queiroz. Brilhante!

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