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Branqueamento deu falência(s)

Branqueamento deu falência(s)

O país está como está, num caminho muito estreito, porque a classe política andou a enganar-nos durante anos a fio. Discursos bonitos e a ideia de um Portugal cor-de-rosa.

Rosa, laranja, vermelho ou azul, isso também dividiu a atenção das pessoas sobre o cromatismo da política, que neste momento não nos serve de nada, a não ser a convicção agora formada de que andámos a perder tempo. O valor das alternativas, no centro-esquerda ou no centro-direita, já se percebeu qual é. Também não precisamos de fundamentalismos ou posições extremistas. Precisamos de bom senso e de uma consciência social a rimar com os interesses de Portugal. Só isso. E temos gente capaz de entrar nesta “corrida”, indiferente à intrigalhada político-partidária.

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Foram, pois, os vendedores de ilusões, os discursos e posicionamentos politicamente correctos que nos conduziram ao beco e a esta sensação de estarmos a colocar o nosso dinheiro num poço sem fundo. Algumas poucas vozes discordantes com o clima de “eleiçoeirismo” e megalomania, com muita gente a aproveitar-se de “investimentos danosos”, foram tratados como loucos, insensatos, perigosos, negativistas e derrotistas. “Cumprir com a troika” (sem renegociação) quantas “vidas” vai custar aos portugueses?...

No futebol tem sido a mesma coisa. Paz podre, hipocrisia e falsos consensos a dominar. A “conversa mole” dos “parceiros sociais do futebol”, vulgo branqueamento, e esta necessidade de protecção dos danos causados por esta espécie de dirigismo, conduziu os clubes à falência. Todos fogem agora às suas responsabilidades.

Foi assim, por exemplo, com o Sporting de Roquette. Elogios, protecção... e vejam como está o Sporting! Foram os “cantos de sereia” e a amplificação dos méritos do nosso futebol, sempre veiculados pelos mesmos, no papel ou agora na pantalha, sem a mínima consciência crítica, sem a mínima capacidade de denunciar ou contraditar.

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A“visão positiva” das coisas, essa lengalenga que nos atirou para um quadro de falência quase absoluto – do país e do futebol –, continua a povoar as dissertações desses coveiros.

As principais SAD do futebol português estão em falência técnica, o presidente do Sindicato dos Jogadores repete o cenário (não confirmado nem pela Liga nem pela FPF) dos salários em atraso, mas algumas das figuras do nosso pontapé na bola, acolitados por jornalistas-figurantes, que sempre alimentaram a farsa, rejubilam perante a “novidade” de se abordar o futebol “pela positiva”. A mesma fórmula que levou o país e o futebol a este caminho sombrio e de empobrecimento. Não nos enganem mais!

JARDIM DAS ESTRELAS

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André Gomes o mensageiro

Há sinais de que o Benfica tenciona voltar a apostar em jogadores portugueses. É um caminho que leva tempo, porque o desinvestimento foi grande e porque a aposta em jogadores sul-americanos tornou-se obsessiva, embora no “top ten” das maiores vendas do Benfica apenas estejam dois brasileiros (D. Luiz e Ramires) e um argentino, “contra” 5 portugueses. Acresce que as últimas “grandes vendas” foram de “activos” europeus (J. García e Witsel) e, com a crise instalada, talvez faça sentido apostar mais em jovens portugueses. No entanto, como diz Jorge Jesus, apostar em jogadores “em crescimento” não se pode fazer em todas as competições. Em Freamunde, 4 portugueses no onze + André Gomes. Mas só este parece talhado para altos voos. Fica a mensagem.

O CACTO

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SAD do FC Porto

O FC Porto é apontado como “exemplo” em matéria de gestão desportiva, mas poucos se aventuram na análise da gestão financeira. Até hoje vêm sendo relevadas as extraordinárias vendas dos activos portistas. Só a ausência de debate interno e a fraca massa crítica externa podem justificar a indiferença que as contas da SAD do FC Porto – com prejuízo de 35,7M€ e aumento de passivo para 223,4M€ – suscitam entre os sócios e adeptos portistas. Alguma coisa está errada. E percebe-se melhor a urgência da venda de Hulk, aquém do ansiado.

TEMPO EXTRA

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Obras leoninas

Luís Filipe Vieira ou Rui Rangel? Quem está a fazer a melhor campanha? Quais são os inputs dados pelos candidatos para um Benfica mais aberto, mais forte? Quem é que está “a mais” nesta eleição, por “elegibilidade artificial”? Quais são os grandes desafios?

Sporting – que rumo? Quem vai sobreviver no debate interno que envolve Godinho Lopes, Eduardo Barroso, Luís Duque e Carlos Freitas? Scolari foi hipótese real? O que está a impedir a anunciada “reestruturação interna” e as “obras leoninas”?

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Fernando Gomes diz-se a favor da centralização dos direitos televisivos (sem perda de valor dos grandes). É um avanço. Resulta esta (nova) avaliação da fragilidade de Joaquim Oliveira, seu amigo e aliado em quase todas as frentes?

O presidente da Liga, Mário Figueiredo, anuncia a consumação da queixa na Autoridade da Concorrência (que já havia sido anunciada). É coerente – e está a prestar um serviço inestimável ao futebol português.

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