Chuta-Chuta

Chuta-Chuta

Vem aí o FC Porto-Benfica, com 5 jornadas da Liga já realizadas e as duas equipas (mais) favoritas à conquista do título em igualdade pontual. Ninguém quer ficar para trás e, neste momento, Jorge Jesus deve ter mais dúvidas do que Vítor Pereira na escolha dos onzes iniciais. Bem sei que, no FC Porto, neste momento, só Helton, Álvaro Pereira, Moutinho e Hulk são indiscutíveis, em contraponto com o Benfica, que apresenta, no mínimo, 7 jogadores certos para o Dragão: toda a defesa (Artur; Maxi, Luisão, Garay e Emerson) e ainda Javi García e Witsel. Mas há um jogador “formatado” para o clássico: o Chuta-Chuta Bruno César...

Vítor Pereira não tem motivos para mexer na sua estrutura habitual: jogará em 4x3x3, com os avançados exteriores, os médios interiores e os laterais especialmente atentos às incursões do Benfica pelos dois corredores, sem perda de controlo por um dos pontos fortes dos encarnados que se sustenta no “jogo central” de Javi García, Witsel e quem jogar no apoio ao ponta-de-lança (Aimar?), se se justificar a utilização inicial de Cardozo, o que não me parece líquido.

PUB

O Benfica, se ganhar no Dragão, infligirá um golpe psicológico tremendo no FC Porto, sobretudo depois de os azuis e brancos terem deixado dois pontos pelo caminho na visita a Aveiro (Feirense). Na busca desse golpe psicológico, Jorge Jesus só teria de dar asas à sua equipa no sentido de ela se expressar de acordo com a sua principal vocação: jogar ao ataque. Para isso, sem trair os seus princípios, Gaitán e Nolito seriam imprescindíveis, cada qual na sua ala. Nesta conformidade, Javi García e Witsel teriam de aguentar, sobre o miolo, todo o peso das “despesas” defensivas. Se não fosse a especificidade da marcação ao “elemento Hulk”, dir-se-ia que o belga e o espanhol chegariam para o apoio à defesa do Benfica. Todavia, deixar Hulk sem vigilância apertada poderia corresponder a um suicídio. Daí que não acredite que JJ assuma, completamente, o jogo ofensivo, com Nolito e Gaitán sobre as alas. Nessa conformidade, tem duas hipóteses: não “tranca” totalmente o meio-campo e deixa Gaitán no onze sobre a direita, colocando Matic no apoio a Javi (por causa das diagonais do brasileiro) e a Emerson (poupando o lateral-esquerdo ao 1x1 direto com Hulk); ou tranca o miolo com Ruben Amorim e Matic e deixa as iniciativas ofensivas, nos últimos 30 metros, a 2 jogadores que teriam de apresentar mobilidade-extra... Neste contexto, Cardozo não caberia e estaria a ver um Benfica em contra-ataque, com Gaitán (a ausência de James talvez possa dispensar R. Amorim...), Bruno César e Nolito a explorar a “arma da velocidade”...

Demasiado diferente do habitual? Sim... Mas não vale a pena jogar com Cardozo se a bola não lhe chegar (ele não é transportador; é matador...) e custa “dispensar” Aimar quando ele é tão precioso na ligação miolo-ataque. A questão está na inclusão de Matic para contrariar Hulk (alguém tem de sair...). Arriscaria... Javi; Gaitán, Witsel e Matic; Nolito (ou Aimar) e Bruno César.

Dir-me-ão: Bruno César?! Talvez me engane, mas para este jogo seria ele... e mais dez! Velocidade, explosão, capacidade de remate – Bruno César tem tudo o que o Benfica necessita neste jogo.

PUB

Deixe o seu comentário
PUB
PUB