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Ao ver Cabo Verde discutir o jogo de igual para igual com a Argentina, lembrei-me do Mundial de 1966. Tinha apenas 14 anos e vi Portugal, liderado por Eusébio, conquistar um histórico terceiro lugar. Essa emoção nunca mais me abandonou.
Eusébio foi um exemplo para todos. Um jogador extraordinário, mas, acima de tudo, um homem simples, humilde e de total entrega à equipa e ao país. O seu legado continua a inspirar gerações.
Que esse espírito acompanhe Portugal neste jogo decisivo frente à Espanha. Todos querem vencer. Mas só vence quem estiver disposto a dar tudo, do primeiro ao último minuto, colocando sempre a equipa acima das individualidades.
Lutem com coragem, inteligência e entrega total. Honrem a camisola de Portugal.
Vai dar Portugal.