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Guerreiros e Briosos

Guerreiros e Briosos

No início da época muitos duvidavam que o Sp. Braga pudesse manter a bitola exibicional dos anos anteriores. A saída de Domingos Paciência e a debandada de jogadores nucleares, de uma equipa minhota que chegou a uma histórica final europeia, faziam perspetivar uma quebra na temporada em curso.

Eu próprio, confesso, cheguei a ter algumas reservas em relação àquilo que a equipa poderia fazer este ano. Porém, os guerreiros do Minho estão a mostrar a sua força e as previsões iniciais não podiam estar mais erradas. Este Sp. Braga é um sério candidato a uma qualificação para a Liga dos Campeões.

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Leonardo Jardim, treinador talentoso e estratega, chegou a Braga com a difícil tarefa de integrar muitas caras novas no plantel. Os primeiros jogos denunciaram dificuldades, mas aos poucos a equipa bracarense foi-se entrosando e conseguiu criar uma notável dinâmica de vitória. Onze vitórias nos últimos 12 jogos é obra!

O Sp. Braga está bem encaminhado para ficar entre os três primeiros classificados do campeonato. Para o presidente António Salvador é um excelente indicador desportivo e financeiro. A perspetiva de uma segunda presença na Liga dos Campeões seria mais um grande feito a acrescentar ao excelente trabalho deste dirigente.

Há que elogiar igualmente a forma como o Sp. Braga se mexe no mercado. Com um orçamento bem inferior ao dos três grandes, é impressionante a “facilidade” como colmata a saída de jogadores importantes, numa gestão exemplar e sem despesismos exagerados, que devia merecer a atenção de muitas equipas.

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Analisando o plantel bracarense, podemos constatar que as qualidades de Quim continuam intactas, pelo que a saída de Artur Moraes não causou mossa na baliza. Na ala direita, o lateral Baiano estava a ser uma boa surpresa até à sua lesão, sendo que a adaptação do médio Leandro Salino ao lugar também se revelou uma aposta ganha.

Já o central Ewerton é uma das revelações desta Primeira Liga. Alto, rápido e forte na marcação, o brasileiro é craque e trouxe segurança ao eixo defensivo do Sp. Braga. No eixo do terreno, o líbio Djamal, que Leonardo Jardim já orientara em Aveiro, mostrou-se um verdadeiro tanque, no desarme e circulação de bola, complemento ideal para o talento de Mossoró e a alta rotação de Hugo Viana, que bem merece uma chamada à Seleção Nacional, pelo trabalho que tem realizado.

Com Alan na direita ao seu melhor nível, foi do lado esquerdo que surgiu uma nova vedeta, Hélder Barbosa, que deixou de ser uma promessa adiada, para se afirmar no onze bracarense, com golos e assistências que, certamente, também não passarão despercebidos a Paulo Bento. Por sua vez, a veia goleadora de Lima, o seu oportunismo e remate fácil, fazem do brasileiro um dos melhores avançados da Liga.

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A experiência de jogadores como Custódio, Paulo César e Nuno Gomes, assim como as chegadas de Luís Alberto, Miguel Lopes e Ruben Amorim, dotam a equipa do Sp. Braga de muitos e bons recursos para encarar três frentes (campeonato, Liga Europa e Taça da Liga) sem temer qualquer adversário.

Queria também deixar um palavra para a Académica. Os comandados de Pedro Emanuel conseguiram a passagem à final da Taça de Portugal e, 43 anos depois, vão voltar ao Jamor. Um prémio merecido para um histórico do futebol português que, este ano, apresenta uma equipa competitiva e ambiciosa.

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