Obrigado Paulinho!

Obrigado Paulinho!

Na quinta-feira, durante a tarde, Portugal foi surpreendido à hora do lanche com uma notícia bombástica. A Federação Portuguesa de Futebol anunciou, na sua página oficial, a rescisão do contrato com o selecionador Paulo Bento. Apesar do péssimo Mundial que fizemos no Brasil e da humilhante derrota contra a Albânia na semana passada, em Aveiro, quase nenhum português pensava que o crédito de Paulo Bento se tinha esgotado para a Federação, até porque, há cinco meses, renovara mesmo o contrato por dois anos.

Cada cidadão que gosta de futebol tem a sua opinião e não é só em Portugal que o selecionador é criticado. Joguei em seis países diferentes como profissional e até o adepto japonês, sempre muito pacífico e tranquilo por natureza, critica o seu selecionador. Assim, é normal que a saída de Paulo Bento não deixe ninguém indiferente. Até os grandes inimigos do Paulo ficaram surpreendidos com a notícia. Mesmo os mais críticos em relação a ele pensavam que pelo menos teria uma nova oportunidade no próximo compromisso, diante da Dinamarca.

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Epara aqueles que acreditavam no Paulo, onde eu me incluo, a notícia provocou um autêntico choque. Sinceramente, não esperava e fiquei convicto que tudo iria voltar à normalidade assim que obtivéssemos um resultado positivo. Eu não tenho memória curta e lembro-me que, em 2012, no Europeu organizado pela Polónia e Ucrânia, Portugal apresentou-se a um grande nível. Chegámos às meias-finais, fomos superiores à Espanha, campeã do Mundo nessa altura, e perdemos apenas no desempate por penáltis. Uma verdadeira lotaria e uma injustiça para nós, que tínhamos sido melhores ao longo dos 120 minutos. Todos os portugueses estavam orgulhosos da nossa Seleção, do Paulo Bento e dos nossos jogadores. Agora, em 2014, o selecionador está na rua. É para muitos o pior treinador do Mundo e passou de bestial a besta em apenas 26 meses. Só em Portugal acontece isto.

O Paulo Bento foi meu companheiro de Seleção e conheço-o bem. Tem defeitos e comete erros como qualquer ser humano, mas, acima de tudo, é um homem honesto, sério e fiel às suas ideias. Eu próprio critiquei-o pela preparação que fizemos antes do Mundial, porque todos os jogadores se encontravam em condições físicas lamentáveis. Por exemplo, Moutinho e Raul Meireles, os motores da equipa, estavam irreconhecíveis e isto deve-se ao mau trabalho no plano físico que foi desenvolvido durante o estágio de quatro semanas antes da viagem para o Brasil. Critiquei-o também por não convocar o Quaresma e o Adrien, mas nunca deixei de ter confiança nele.

Outro ponto muito importante é a dependência que a Seleção Nacional tem em relação a Ronaldo. Foi claro que Cristiano não estava nas suas melhores condições físicas e é óbvio que existem duas seleções completamente diferentes: com e sem Ronaldo. Com o melhor jogador do Mundo na sua condição máxima somos capazes de vencer qualquer seleção. Mas com o nosso craque em baixo de forma e com problemas físicos, tal como aconteceu no último Mundial, deixamos de ser temíveis para nos tornarmos numa equipa normal. Assim, não há milagres.

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Por último, queria deixar estas últimas linhas para fazer o meu agradecimento público ao meu amigo Paulo Bento, pelos momentos de alegria e orgulho que senti durante o Euro’2012. Obrigado Paulinho!

GRANDE CALDEIRADA

Tontos e não só...

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O presidente do Atlético Madrid, o meu grande amigo Enrique Cerezo, que normalmente é um homem tranquilo, respondeu às críticas sobre a agressividade da sua equipa: “Há comentadores que falam da violência do Atlético. São uns tontos, uns hipócritas e uns mer...”. Estas foram algumas das suas palavras. Grande presidente e grande amigo!

NÓS LÁ FORA

Figo a manager

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Não está a jogar nem a treinar e vive no estrangeiro, mas, se eu mandasse na Federação Portuguesa de Futebol, fazia tudo para que o Luís Figo voltasse ao nosso país. Era o homem perfeito para se tornar no máximo responsável e manager da Seleção A. Era o homem perfeito para escolher já o próximo selecionador, tal como a Federação espanhola fez quando apostou no mítico Fernando Hierro para o cargo. Este escolheu Aragonés e Del Bosque para selecionadores, acabando por ser campeão europeu e mundial. Era o homem perfeito para o balneário, devido ao respeito e admiração que todos os jogadores têm por ele, pois foi um ídolo e uma referência para esta geração. Era o homem perfeito, pois trata-se de uma figura mundial, o futebol português ganharia mais credibilidade e prestígio. O Luís Figo, por tudo o que fez na sua carreira, foi, é e sempre será um embaixador de Portugal. É o momento para que um campeão e Bola de Ouro volte a casa e continue a representar o futebol português ao mais alto nível. Era o homem perfeito, mas eu não mando. É simplesmente uma ideia.

DO MEU ALBÚM

Ganhar ao Real Madrid

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Ontem, disputou-se mais um dérbi madrileno. Joguei muitos e foram os que mais prazer me deram. Ganhar ao Real Madrid no Santiago Bernabéu ou no Calderón era único.

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