Opinião
Ricardo Sousa Treinador do Petrolul Ploiesti

Que orgulho!

Há algo de especial quando o futebol desafia a lógica e lembra ao Mundo que os sonhos não têm dimensão geográfica. Ver seleções de menor dimensão conquistar o apuramento para um Mundial é uma vitória do trabalho, da coragem e da crença. São equipas que, muitas vezes, crescem longe dos holofotes, com menos recursos, menos visibilidade e menos margem para errar, mas que compensam tudo isso com identidade e ambição.

Esta realidade também me toca. Ao longo do meu percurso como treinador em campeonatos secundários tive o privilégio de identificar, orientar e acreditar em jogadores que hoje representam os seus países ao mais alto nível.

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Ousmane Diomande pela Costa do Marfim, Yannick Semedo por Cabo Verde, Fortune e Leverton pelo Haiti ou Kitala pelo Congo são exemplos disso. Dificilmente se consegue imaginar o que sente um treinador ao olhar para a televisão e ver ali os “seus”, na mais importante competição do planeta!

Muitas vezes fala-se apenas do destino final, mas esquece-se quem acreditou primeiro. O talento é importante, mas reconhecer potencial, criar condições e acelerar a evolução dos jogadores também faz parte do trabalho de um treinador. E ver estes atletas chegar a um patamar tão elevado traz um orgulho que, realmente, é muito difícil de explicar.

Por Ricardo Sousa
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