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Taco a taco

Taco a taco

Terminada a 1.ª volta do campeonato, poucas dúvidas parecem restar quanto aos dois emblemas que se encontram em melhores condições de discutir o título. Benfica e FC Porto levam vantagem e estão lançados para um despique competitivo do qual ninguém pode ter certezas, para já, sobre quem sairá vencedor.

No entanto, não deixa de ser curioso o paradoxo do estado de espírito em que vivem águias e dragões. Enquanto na Luz se vive a euforia do 1.º lugar, obtido por uma equipa mais forte do que na época anterior, no Dragão, o clima é um pouco mais depressivo, dadas as dificuldades em manter o nível exibicional alcançado por André Villas-Boas em 2010/11 e pelo facto de a equipa azul e branca ter sido forçada a mudar algumas peças do seu onze titular.

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O Benfica encurtou a distância que tinha em relação ao FC Porto e hoje a valia das duas equipas está muito mais equilibrada, algo que se comprova até pelo empate a dois golos registado no Dragão, sendo difícil dizer quem é o principal favorito à vitória da Liga.

Para este equilíbrio de forças em muito contribuiu a forma como os dois clubes atuaram no mercado durante a pré-época. Se é verdade que o Benfica efetuou aquisições cirúrgicas com entrada direta para o onze – como Artur, Garay, Emerson, Witsel, Nolito e Bruno César –, ganhando consistência defensiva e opções atacantes, já os portistas investiram mais de 40 milhões de euros em jogadores que, por agora, não são primeiras opções, casos de Alex Sandro, Defour, Iturbe, Kléber, Mangala e Danilo (embora este deva ter entrada imediata na equipa), sem terem acautelado a saída de Falcão.

No terreno de jogo, o Benfica parece estar melhor no capítulo ofensivo. É impressionante a capacidade de tiro que os encarnados têm revelado. Os remates à baliza são uma constante e o perigo espreita por qualquer lado, graças à diversidade de soluções que Jorge Jesus tem ao seu dispor. Cardozo e Rodrigo são duas setas goleadoras, havendo ainda Nolito, Bruno César e Gaitán.

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Por sua vez, o FC Porto está a mostrar uma forte solidez defensiva. Em 15 jogos da primeira volta não sofreu golos em dez, uma marca notável, tal como a série de 54 jogos consecutivos sem derrotas na Liga, feito que, em breve, poderá ser ainda maior no panorama nacional. A tranquilidade de Helton, a consistência de Rolando, a excelente forma de Alvaro Pereira (não sabe jogar mal) e o super Fernando (agora até no ataque aparece) são os dínamos de uma defesa em grande nível.

Jorge Jesus apresenta este ano uma nova faceta: o calculismo. Os seus jogadores parecem ter uma maior noção de que mais importante do que o espetáculo, o que interessa são os três pontos de cada jogo. E, com o tempo, as goleadas começaram a aparecer. Esse parece ser o caminho que Vítor Pereira também quer incutir. Mais do que boas exibições, procura-se uma dinâmica de vitória. O resto vem por acréscimo.

Aluta promete ser renhida e cada ponto perdido pode ser decisivo. FC Porto e Benfica passaram a 1.ª volta sem qualquer derrota, um feito inédito no nosso futebol, ter duas equipas invictas nesta fase da prova, situação que abre ainda mais o apetite dos adeptos para o embate entre os dois rivais, previsto para março, na Luz. Até lá não vão faltar emoções.

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