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Há um mês, durante o intervalo do dérbi vimaranense entre o Vitória e o Moreirense, dezenas de crianças jogaram no relvado do D. Afonso Henriques, com um globo terrestre gigante, marcando golos de apoio à candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2026, sob o entusiasmo de todo o estádio. Há uma semana, a 27 de novembro, na cidade espanhola de Valência, Guimarães venceu esse título tão ambicionado. Soma-o a outros, como o de Património Mundial da UNESCO, Capital Europeia da Cultura 2012 ou Cidade Europeia do Desporto 2013.
Este reconhecimento – que revela o dinamismo eclético e a capacidade transformadora da cidade – muito orgulha os vimaranenses e os portugueses, e é o resultado do envolvimento de toda a comunidade através dos seus cidadãos, instituições e empresas. Onde mora o orgulho, a responsabilidade e o compromisso com as gerações vindouras.
O desporto e os clubes desportivos vimaranenses não se furtam ao desafio e entram, também, em jogo pela sustentabilidade ambiental e pela descarbonização do território, tendo em vista a neutralidade climática em 2030. Disso é exemplo o projeto "Desporto Carbono Zero". Este projeto pioneiro, iniciado em 2023, tem como objetivo principal a criação de planos de sustentabilidade ambiental que contribuam para a diminuição da pegada ecológica dos clubes desportivos.
O Município de Guimarães, em parceria com o Laboratório da Paisagem, incentiva os 55 clubes do concelho, abrangendo mais de sete mil atletas federados de diversas modalidades, a monitorizar a performance do seu ecossistema de sustentabilidade ambiental, convergindo com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030.
Para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o desporto e as organizações desportivas são duplamente relevantes para a sustentabilidade ambiental. Seja pela sua força comunicacional e coletiva, capaz de influenciar comportamentos, ou pela redução da pegada ecológica nas suas atividades e infraestruturas.
A sustentabilidade ambiental é um dos maiores desafios do nosso tempo, exigindo uma transformação de hábitos. Todos fazemos parte e todos somos responsáveis por uma transição justa, na qual o desenvolvimento humano e a preservação ambiental possam caminhar e evoluir lado a lado.
Por Ricardo Costa