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Carlos Ribeiro
Carlos Ribeiro Professor Universitário

Entre a urgência e a esperança

Há quem diga que a lei do ex voltou a fazer das suas, mas talvez seja caso para menos. E, mais do que isso, talvez seja mesmo o menos relevante. O problema do Vitória foi outro.

Poucas soluções para chegar à baliza. Uma equipa curta no último terço, com dificuldade em criar, desequilibrar e transformar posse em oportunidades. E isso, num jogo destes, acaba por pesar. 

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Do outro lado, outro músculo financeiro e outro leque de opções acabaram por encontrar a solução, embora entre a dimensão que se anuncia e aquilo que o relvado confirma haja, por vezes, um desnível difícil de disfarçar. Não foi um jogo exuberante, longe disso, mas ainda assim interessante de seguir. Há qualquer coisa nestes dérbis que os torna diferentes dos demais. 

O mercado fecha e começa a verdadeira hora da verdade. Chega finalmente um avançado, para uma posição que há muito pedia reforço. Falta saber se chega uma solução ou apenas mais uma esperança. E, como já disse, permanece por descobrir o que podem oferecer alguns dos reforços que ainda não vimos.  

O calendário, entretanto, não espera e começa a apertar. Como escreveu Valter Hugo Mãe, “a vida é de Deus, mas o tempo é do Diabo”. E o tempo não joga pelo Vitória.

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Agora vem o Casa Pia, um adversário em dificuldades e uma oportunidade para voltar às vitórias. Será mais do que um jogo. Será um teste à capacidade de reação. Porque já não basta explicar o que correu mal, é preciso encontrar o caminho e começar a percorrê-lo. Sem atalhos.

Por Carlos Ribeiro
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