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Cronistas
Jorge Barbosa Editor chefe

O alerta de Salvador

António Salvador pôs o dedo na ferida na controversa questão do VAR, numa opinião que será com certeza subscrita por todos os outros presidentes, à exceção de Vieira, Pinto da Costa e Carvalho. Diz Salvador, e diz muito bem, que o vídeo-árbitro não pode ser assegurado por um árbitro no ativo, sugerindo que essa missão seja da responsabilidade de ex-árbitros. O que se tem passado é preocupante e remete-nos para a ideia de força de que Benfica, FC Porto e Sporting têm sido, grosso modo, os menos prejudicados por este novo sistema de escrutínio. Os exemplos são demasiados, como todos bem sabemos.

O conceito do VAR é bem-vindo ao futebol português, pois eliminou alguns erros, mas há questões que têm de ser melhoradas para que o seu anunciado rigor seja aplicado sem distinção. A ideia de Salvador é saudável, e aponta para uma melhor articulação entre o árbitro de campo e o que analisa as imagens. A subalternidade é arrepiante, o conflito hierárquico incomoda, tornando-se urgente rever este protocolo para que acabem os bloqueios que têm deixado passar em claro alguns erros grosseiros.

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Convém ter desde já uma visão mais alargada, sentando todos à mesma mesa, desde clubes até árbitros e ex-árbitros, de forma a que surja um protocolo bem pensado para que seja melhor executado. Há afinações urgentes que devem ser implementadas para que a credibilidade do VAR não seja abalada. Outra época tão marcada pela polémica como esta tem sido, em choque com as expectativas criadas, condenará o VAR a um lamentável fim.

Por Jorge Barbosa
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