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Esteve e ainda continua agitado este defeso. Entre as várias saídas/entradas e as muitas especulações, a mudança que causou maior reboliço e mesmo estupefação foi a saída de Cristiano Ronaldo para a Juventus. O Real Madrid abria mão daquele que tem vindo a ser o seu melhor «abono de família» e, por módica quantia, o campeão italiano recebia um goleador nato que o pode atirar para outros patamares da Europa futebolística.
E esta transferência inesperada provocou estupefação porquê? Porque não sendo de facto o campeonato italiano dos mais ‘visíveis’ em termos mundiais esperar-se-ia que Cristiano Ronaldo optasse, por exemplo, por um regresso à Premier - e não era obrigatório que fosse a Manchester! Ou para Paris, onde os petrodólares não escasseiam e o PSG parece querer construir uma equipa altamente competitiva. Mas não, a opção foi a ida para Turim, de onde até saíra um dos seus ícones – Buffon – e mais recentemente outros dos seus jogadores mais importantes – Higuaín.
Mas se lhe disser que atualmente em Itália um jogador estrangeiro paga pelos direitos de imagem apenas um imposto fixo de 100 mil euros anuais e tudo o resto fica livre de taxas, talvez se entenda melhor o porquê da escolha de Cristiano Ronaldo, cujo conflito com o fisco espanhol o deve ter deixado… farto.
Estejamos, então, atentos, pois esta medida pode muito bem mudar o mundo do futebol.
Por Eládio Paramés