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A recuperação do Benfica explica-se em grande parte pelas soluções que o seu treinador foi encontrando ao longo do tempo. Em relação aos primeiros meses da época, Rui Vitória não espevitou apenas em termos comunicacionais. Muito longe disso.
O técnico dos encarnados começou por ter a paciência necessária para esperar que pelo menos um dos pontas-de-lança se revelasse, colocando de parte a hipótese de utilizar Jonas como elemento mais adiantado. Pouco depois, encontrou uma solução para Pizzi, de desempenho irregular como n.º 8, mas de reconhecida importância no flanco direito.
Mas a grande proeza foi ter encontrado opções credíveis no plantel principal e na equipa B, enquanto o rival de Alvalade já se debatia com problemas de vária ordem – de Carrillo a Montero, de William a Guitérrez . Não teve êxito total na primeira fornada, pois Nélson Semedo lesionou-se e Gonçalo Guedes não continuou a crescer. Foram Renato Sanches (em primeiríssimpo lugar), Ederson e Lindelöf que deram uma surpreendente vitalidade às águias.
Por Luís Pedro Sousa