Luisão somou quinhentos jogos ao serviço das Águias com uma curta vitória sobre o Dortmund. O Benfica jogou muito pouco. Só Ederson e o descontrolo dos alemães frente à baliza permitem ir para a segunda mão com magra vantagem. Rafa continua perdido no campo,, mas esse será tema para outro texto.
Centremo-nos no grande capitão – foi de Luisão a cabeçada que assistiu Mitroglou para o único golo do jogo. O defesa nunca foi veloz. É agora muito lento. Tem os rins endurecidos, pelos 36 anos. Mas é a voz de comando dentro do campo e fora dele. O problema com estes jogadores, que entram para a história dos clubes que servem, é encontrar o momento certo para pendurar as botas. No início da época, tudo indicava que esta poderia ser a última de Luisão como jogador. Mas ele foi buscar força e espírito de sacrifício à sua alma de campeão e aqui está, a comandar a defesa e a justificar mais um ano de contrato. Porém, o próximo ano deveria ser, assumidamente, o último de Luisão no balneário . A sua presença e a forma como reivindica um lugar no onze tolhem o crescimento de outras alternativas no centro da defesa.
A sombra de Luisão é muito mais comprida do que o seu corpo longilíneo. Com Luisão no plantel, Lisandro quase não joga, Lindelof está relegado para a esquerda. A porta fica fechada para o crescimento e valorização financeira de excelentes atletas.
Esse, obviamente, não é um problema de Luisão, a quem cabe bater-se pelo seu lugar no onze, mas é, seguramente, um sério problema para o Benfica.
Por Octávio Ribeiro