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Octávio Ribeiro
Octávio Ribeiro Jornalista

Classe não é alma e dribles

Se, num malfadado dia, Portugal entrar em campo com João Pereira e Fábio Coentrão nas laterais, desligo a televisão e vou ver o mar. Os dois foram protagonistas de duas cenas ridículas. O sportinguista deixou-se expulsar. Não se força o caminho com um árbitro assistente a proteger um adversário que o provocou ao empurrão – João Pereira nunca aprenderá?

Fábio Coentrão esbraceja, a pedir mão de um adversário, até o seu braço direito afastar a bola em plena área do Real. Penálti, empate merecido do Sporting, já a jogar com dez. Coentrão nunca aprenderá? Temo que nenhum deles chegue a saber controlar-se de forma a garantir constância ao mais alto nível.

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O Sporting jogou com alma e teve momentos de classe. Pena que os momentos de classe tenham sido poucos, quase todos de Adrien; e que a alma imensa não tenha chegado para Bas Dost alinhar o corpo com a baliza. Alvalade encheu, houve emoção e grande futebol. Mas, por favor, não voltemos aos pobres tempos das vitórias morais.

Em Copenhaga (sim, segui os dois jogos em televisores a par), o FC Porto não se comportou como uma verdadeira equipa. Frente a um adversário chato mas muito limitado, o FC Porto foi crescendo fisicamente e empurrando o adversário para a área. Porém, convém que Espírito Santo conte o número médio de toques que cada jogador, do meio campo para a frente, está a dar na bola. Em cada lance, serão 3 ou 4? São de mais!

Com cada um a querer resolver o jogo por si, não se pode ganhar. E André Silva corre demasiado. Assim não é decisivo na área. Espírito Santo tem de se impor aos artistas para encontrar forma dos avançados serem bem servidos em tempo útil. Antes de mais um toque para ali, e um drible para aqui.

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Por Octávio Ribeiro
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