Octávio Ribeiro
Octávio Ribeiro Jornalista

De Gomes a André Silva

A procissão ainda nem saiu para o adro, mas a equipa que promete maior acréscimo de solidez, face à época passada, é, de longe, o FC Porto. E afinal o futebol é simples, basta o treinador não inventar, escolher bem os pontos de onde os jogadores devem partir e onde devem voltar na dinâmica do jogo.

Dois jogadores prometem encantar, se a sorte os proteger: André Silva e Otávio. O médio tem carradas de talento, dinâmica, agressividade e um instinto de último passe como há poucos. A bem da Nação, seria útil começar já a doutrinar o rapaz no caminho de Pepe. É jovem, bem pode ser mais um português e tornar suas as nossas cores.

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Quanto a André Silva - Domingos que me perdoe -, não havia um despontar tão extraordinário para a finalização desde o tempo do enorme Fernando Gomes. O miúdo tresanda ao perfume do golo. Tem movimentos sublimes para se tornar invisível aos defesas. Executa rápido e bem, com os pés e cabeça. Nenhum espectador pode tirar os olhos do campo, num jogo com André Silva.

O excelente trabalho que Nuno Espírito Santo conseguiu na sua primeira época no Valência recomenda-o para modelar estes talentos. Há muito do seu dedo no amadurecimento de André Gomes, que saiu do Benfica com uma só velocidade e sem agressividade, até ao título europeu e ao Barcelona. Poderá haver muito deste jovem técnico no crescimento acelerado do ponta-de-lança de exceção que no Porto desponta.

Assim o dragão consiga esta época uma trégua intestina na luta pelo melhor lugar para o pós-Pinto da Costa.

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Por Octávio Ribeiro
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