Octávio Ribeiro
Octávio Ribeiro Jornalista

Guerras à Porto

Com um novo técnico a chegar ao FC Porto, abriu a corrida à sucessão de Pinto da Costa. O velho presidente está fraco como nunca. Deixou o filho Alexandre reaproximar-se do generoso pote azul e branco, deixou que a nova vaga de dirigentes afastassem das decisões os velhos leais, deixou que a avidez de um contrato chorudo com a Altice o afastasse da NOS e da lealdade devida ao seu padrinho de casamento recente, Joaquim Oliveira. No caminho deixou um treinador incompetente inundar o balneário com a língua de Cervantes (um problema que Peseiro vai herdar - um grupo esfrangalhado, onde o castelhano dita a lei do mais forte).

Muito tem deixado Pinto da Costa, que assim parece entregue ao acaso por ter deixado o mando efetivo. Agora o carismático presidente deixou mais um desastre acontecer, ou assim determinou. Aflita com o assalto ao castelo, a plácida Fernanda, esposa jovem e doce, partiu em cavalgada contra Vítor Baía e a sua namorada. De forma pouco elegante e lembrando más decisões de gestão de Baía, no plano pessoal. Ninguém disse à distraída brasileira que também o seu amado nunca teve qualquer ponta de sucesso em negócios extra-futebol?

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A reação da dona Fernanda às palavras críticas de Baía, na CMTV, mostram a desorientação do clã Pinto da Costa. Ou Peseiro faz o milagre de pôr aquele punhado de jogadores a encantar a bancada ou a luta pelo poder no FC Porto vai transformar a sanguinária 'Noite Branca' num mero arrufo de adolescentes fora de tempo.

Por Octávio Ribeiro
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