Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor executivo

Banhos de realidade

Embalado por quatro títulos consecutivos, um feito inédito na história do clube, o Benfica prepara 2017/18 como se não estivesse tão pressionado a lutar pelo título como os outros grandes. A verdade é que já foram vendidos três titulares indiscutíveis, Ederson, Lindelöf e Nélson Semedo. São todos eles difíceis de substituir no imediato, mas no caso do guardião o problema é ainda maior: onde é que o Benfica vai encontrar alguém com a mesma qualidade a um preço realista?

A grande questão é que o Benfica não está menos pressionado a conquistar o próximo título nacional do que os rivais Sporting e FC Porto. Em primeiro lugar, porque apenas o campeão terá lugar garantido na Liga dos Campeões 2018/19; depois, porque a suspeição lançada pelas revelações do FC Porto 'obriga' as águias a demonstrar mais uma vez a sua superioridade dentro de campo, ainda para mais no primeiro ano de vídeo-árbitro em Portugal.

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As boas experiências mais recentes podem ter convencido Luís Filipe Vieira de que é possível construir uma equipa vencedora com vários futebolistas promovidos da equipa B. Os casos de Nélson Semedo, Lindelöf, Renato Sanches e até Ederson ajudam à tese, mas é sempre um passo arriscado.

Por isso, o melhor que pode acontecer ao Benfica é levar alguns banhos de realidade nesta pré-temporada - e os 5-1 sofridos diante do Young Boys foram até mais do que isso. Foi o que aconteceu no verão de 2014, em que a pré-época foi pintada a derrotas. Depois, foram contratados Júlio César, Samaris e Jonas... e o Benfica venceu.

Por Sérgio Krithinas
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