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Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor executivo

Defesa de NES

A saída de Nuno Espírito Santo é, aos olhos de hoje, mais um tiro no pé dado pelo FC Porto. Para começar, deita por terra a teoria da 'liga Salazar' ou das dezenas de penáltis por marcar a favor dos dragões neste campeonato - se com vídeo-árbitro a coisa estava no papo, então porque não esperar pela temporada em que a tecnologia vai mesmo entrar em vigor?

Propaganda à parte, o maior erro é em termos meramente desportivos. Nuno trouxe um 'upgrade' claro ao FC Porto. Os dragões terminaram numa posição melhor (e o acesso direto à Champions é mais importante do que nunca), fizeram mais pontos e, mais importante do que isso, estiveram realmente na luta pelo título até muito perto do final. Tudo isto com um plantel inferior ao do Benfica e cheio de jogadores sem a famosa 'cultura de campeão - quantos futebolistas do atual plantel sabem o que é lutar a sério por grandes competições?

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Numa entrevista recente, Pablo Aimar dizia que não avaliava os treinadores que tinha tido pelos resultados, mas pela forma como melhoravam os jogadores - e dava o exemplo de Jorge Jesus. Ora, justiça seja feita a Nuno: Felipe, Marcano, Alex Telles, Otávio, André Silva e Soares valem mais agora do que há um ano.

Com as contas num vermelho bem vivo, a ironia do destino é que pode muito bem ser o trabalho de Nuno a base para o novo FC Porto. Porque se o plano é deitar tudo abaixo e recomeçar de novo, então os dragões podem ter disparado uma míssil no próprio pé.

Por Sérgio Krithinas
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