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O ‘Senhor Dakar’ esteve recentemente em Portugal para correr a "melhor Baja da Europa" e falou a Record sobre a sua carreira, os planos para o futuro e também sobre os portugueses. Vencer o 14.º Dakar é o objetivo que se segue...
RECORD - É conhecido como o ‘Mister Dakar’. Quando foi a primeira vez que ouviu esta expressão e o que sente por ter esta alcunha?
STÉPHANE PETERHANSEL - Creio que foi um amigo meu, o Óscar Lanza, que é empresário de vários pilotos. Ele tinha ligações à Mini quando eu lá conduzia e, nessa altura, começou a utilizar a alcunha ‘Mister Dakar’. Depois disso, as pessoas começaram a ficar com a expressão e passou a ser a minha alcunha. É bom, claro, porque é um termo bastante simples. A minha vida anda em torno do Dakar, com muitas vitórias ao longo de toda a minha carreira. ‘Mister Dakar’ é bom, é simples.
R - O Stéphane é quase um monumento na história do Dakar. Sente isso?
SP - Não, não… ‘Mister Dakar’ já chega. Mas quando as pessoas me abordam e dizem-me ‘és o meu herói’, ‘és o rei’, é diferente. Não estou a correr para ser um herói, estou apenas a correr porque esta é a minha paixão. Se me dizem que sou o melhor, para mim não é o importante. Apenas estou a tentar competir pela paixão que tenho.
R - Quando sentiu essa paixão pela velocidade?
SP - O meu pai era piloto, ainda que não fpsse profissional. Fez alguns ralis e depois mudou para as motos. Herdei a paixão pelo desporto motorizado através dele. Depois fiquei com o bichinho pelo Dakar quando tinha uns 20 anos e vi na televisão um vídeo da prova. Pensei para mim: ‘Esta prova parece-me muito interessante’. Aquelas paisagens lindas, fantásticas dunas, os pilotos a dar tudo pelo deserto... Pensei que queria fazer aquilo! Seguia o Dakar pela televisão e tornou-se um sonho participar.
Por Fábio Lima