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Estágio em Iten: como chegar, onde ficar, dicas, os principais cuidados...

• Foto: Reuters

Durante duas semanas, estivemos em Iten, no Quénia, para acompanhar e perceber o porquê dos atletas quenianos serem tão bons. Também aproveitámos para recolher as melhores dicas para quem, como nós tivemos, tem interesse em viajar até à casa dos campeões.

Antes de avançarmos, convém esclarecer que todos são bem-vindos a Iten e que não é preciso ser-se um super atleta para ter as portas abertas da Meca do atletismo. E até é possível, mesmo correndo a 6km/h, acompanhar alguns corredores de elite nas suas 'easy run'. Ainda assim, a primeira recomendação a nível de treino é mesmo ter calma nos primeiros dias. Mas isso é assunto para treinadores...

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CUIDADOS A TER ANTES DA VIAGEM

Antes de viajar para o estrangeiro, em especial rumo a países africanos, a primeira recomendação a dar é ir à Consulta do Viajante, onde receberemos as principais instruções do ponto de vista de saúde e também poderemos esclarecer grande parte das nossas dúvidas. Isso evita potenciais problemas nesses países, que normalmente têm sistemas de saúde não tão avançados como os europeus. No caso do Quénia, neste particular o único requisito de entrada é ter a vacina contra a Covid-19 ou, então, um teste negativo feito até 72 horas antes da viagem.

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Para entrar no país é também necessário fazer um pedido de visto, no qual teremos de dizer onde iremos ficar alojados e o propósito da nossa viagem. O processo tem um custo de 51 dólares (cerca de 48 euros). O processamento é relativamente rápido, pelo que avançar com o processo duas semanas antes é mais do que suficiente.

A melhor altura para viajar em registo de treino é entre setembro e fevereiro, ainda que Iten seja um destino relativamente tranquilo em termos de condições climatérias ao longo de todo o ano. Chove normalmente entre abril e setembro, mas a chuva habitualmente apenas sucede durante a noite, o que não compromete os treinos. Ainda assim, se o propósito for ter mais atletas europeus por perto, então entre setembro e fevereiro é a melhor altura.

VIAGEM

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Os governos de Portugal e Quénia assinaram um acordo em outubro último que prevê ligações aéreas diretas entre os dois países, mas essa opção ainda não está disponível. É possível que nos próximos meses isso se altere, mas por agora apenas é possível chegar ao Quénia fazendo escalas em outros pontos. Para se chegar a Iten é, por isso, necessário apanhar três aviões, quer o início da viagem seja em Lisboa como no Porto.

A partir da capital as opções são através de voos da Turkish Airlines, Emirates, KLM e Air France. A primeira implica uma escala em Istambul, a segunda em Doha, a terceira em Amesterdão e a quarta em Paris. Dali seguimos num voo rumo a Nairobi, a capital do Quénia. Lá chegados, é hora de uma derradeira viagem. Até Eldoret, a cidade mais próxima de Iten. Há quatro voos diários, na companhia Jambojet. O preço ronda os 120 euros (ida e volta) e a viagem dura cerca de 40 minutos. Lá chegados, é necessário apanhar um transfer até Iten. Normalmente é possível agendar junto do local onde vamos ficar instalados.

ONDE FICAR

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Iten é cada vez mais um destino turístico no que ao 'running' diz respeito. Já não é apenas o destino escolhido pelos atletas de elite para fazer os seus estágios de altitude. Agora é também a escolha de amadores (como quem assina este artigo), que buscam não só ganhos em termos de performance, mas acima de tudo viver uma experiência que será para mais tarde recordar. Isso fez com que, nos últimos anos, Iten tenha assistido a um incrível 'boom' em termos de alojamentos destinados a este tipo de turismo, com todo o tipo de cuidados e comodidades totalmente voltadas para os atletas. Abaixo deixamos algumas das inúmeras possibilidades de alojamento em Iten, com a indicação não só de preços mas também as principais comodidades. Há também outras opções, que podem ser facilmente encontradas através de plataformas como o Airbnb.

High Altitude Training Center

É o centro de treinos mais antigo de Iten. Está aberto desde 2000 e é propriedade da conhecida ex-atleta Lornah Kiplagat e do seu marido Pieter Langerhorst. Será provavelmente aquele que reúne um conjunto mais alargado de comodidades, mas é também aquele que terá dos preços mais elevados. O preço mais baixo anda em torno dos 40€ e pode chegar aos 70€ - sempre com cinco refeições diárias incluídas. Tudo depende do quarto escolhido, mas também da duração da estadia (há um conjunto de patamares com base no número de dias). É um enorme complexo com lotação para 70 atletas e conta no recinto com piscina, sauna e ginásio, havendo ainda acesso exclusivo a uma pista privada, a cerca de 3 quilómetros do complexo. Com pagamento como extra o HATC disponibiliza também um serviço de massagens (2000 shillings - cerca de 15 euros), com um massagista especializado.

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Preço: entre 40€ a 59€/dia por pessoa

O que inclui: 5 refeições

Lotação: 70 pessoas (36 quartos)

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Comodidades: wifi, piscina, ginásio, sauna e pista de 400m privada

Extras: massagista e transfers

Contacto: site oficial e Instagram

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Iten Accommodation (The Hub e Lodge)

Propriedade do treinador holandês Hugo van den Broek, em conjunto com a antiga atleta e sua esposa Hilda Kibet, conta com dois espaços de alojamento, o Lodge e o The Hub.

O primeiro tem preços entre os 37 e os 47 dólares e trata-se de uma casa com seis estúdios, que contam com cozinha privativa. Os preços incluem pensão completa (3 refeições), mas os hóspedes podem fazer a própria comida e cozinhar à hora que desejarem. Com localização privilegiada, o Lodge conta com uma vista fantástica para o Vale de Rift e tem uma zona exterior comum com um grande espaço verde.

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O The Hub é um training center mais comum. Três dos estúdios contam com cozinha privativa, tal como um espaço comum. Os preços incluem pensão completa (3 refeições), mas no caso dos estúdios com cozinha é possível os hóspedes fazerem as suas refeições. Tal como o The Hub, o Lodge tem também um amplo espaço verde que permite relaxar entre treinos.

The Lodge

Preço: de 35 e 45 euros/dia por pessoa

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O que inclui: 3 refeições (é possível cozinhar)

Lotação: 12 pessoas (6 estúdios)

Comodidades: Wifi e cozinha privada

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Extras: massagista, lavandaria, transfers, organização de safaris e ginásio

Hub

Preço: de 30 e 37 euros/dia por pessoa

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O que inclui: 3 refeições (é possível cozinhar)

Lotação: 12 pessoas (6 quartos/estúdios)

Comodidades: Wifi nas zonas comuns e cozinha privada em metade dos estúdios

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Extras: massagista, lavandaria, transfers, organização de safaris e ginásio

Contacto: site oficial e Instagram

C&C Guesthouse

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Trata-se de uma guesthouse que funciona um pouco como um training center. Tem lotação para 20 pessoas, num total de 10 quartos e conta com dois pacotes distintos: com pensão completa (3 refeições) e sem refeições. Encontra-se centralmente localizado e tem um amplo espaço verde para relaxar. Conta com ginásio e serviço de lavandaria e, em colaboração com o projeto Home of Champions, dinamizado pelo argentino Julián Alonso, é possível agendar programas especiais.

Este projeto disponibiliza pacotes especiais que cobre toda a experiência, com alojamento para 11 noites na C&C Guesthouse, transfer de e para o aeroporto, para lá de acompanhamento nos treinos com pacers e ainda outro tipo de programa, como visitas a escolas e visitas guiadas pela vila. O preço é de 650€ (reserva de uma pessoa), 520€/pessoa (reserva de duas) e 495€/pessoa (reserva de três). É possível fazer um programa adaptado às necessidades, com safaris e outro tipo de experiências.

Preços: entre 11,5€ e 22,5€/dia por pessoa

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O que inclui: 3 refeições

Lotação: 20 pessoas (10 quartos)

Comodidades: ginásio e lavandaria

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Extras: transfers, serviço de pacers e organização de programas especiais

Contacto: Instagram e site oficial (Home of Champions)

Run’ix

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Detido pelos criadores da conhecida página de Instagram 'Run'ix', é um espaço maioritariamente frequentado por atletas franceses, mas há também espaço para corredores de outros destinos. Tem lotação para 32 pessoas, contando com 13 quartos, cada um com o nome de uma grande figura do atletismo. O preço varia em função do número de dias de estadia (50€ até 15 dias, 45€ a partir de 16 dias e 40€ por mais de 31 dias), contando com pensão completa (3 refeições), serviço de lavandaria e de fotógrafo profissional nos treinos. O espaço conta com um ginásio e espaço de lazer bastante amplo.

Preço: 50€/dia por pessoa (preço diminui consoante o número de dias)

O que inclui: 3 refeições diárias, serviço de lavandaria e fotógrafo nos treinos

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Lotação: 32 pessoas (13 quartos)

Comodidades: Ginásio, lavandaria e espaço de lazer

Extras: massagista, serviço de pacers e transfers

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Contacto: site oficial e Instagram

The Swiss Side

Com lotação para 10 pessoas, conta com cinco quartos e no preço tem incluída a pensão completa (3 refeições) e ainda a possibilidade de utilizar a cozinha comum para fazer a própria comida. Conta com uma câmara de crioterapia, wifi nos espaços comuns, sauna e também um espaço de lazer comum, com uma mesa de ténis de mesa e ainda um pequeno ginásio. Com uma localização central, este espaço conta com um massagista privado no local (o pagamento é um extra) e tem também um serviço de aluguer de bicicletas. Há uma máquina de lavar comum que pode ser utilizada e uma vez por semana os funcionários de limpeza recolhem a roupa dos hóspedes para lavagem.

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Preço: 28€/dia por pessoa

O que inclui: 3 refeições (possibilidade de cozinhar comida própria)

Lotação: 10 pessoas (5 quartos)

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Comodidades: crioterapia, sauna e aulas privadas

Extras: massagista, aluguer de bicicletas, transfers e serviço de pacers

Contacto: site oficial e Instagram

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Kechei Training Center

Será provavelmente o espaço mais europeu dos alojamentos disponíveis em Iten. Os quartos parecem tirados de um qualquer hotel de luxo na Europa, quase fazendo-nos esquecer que estamos em plena África. Os preços, que começam nos 50 dólares, variam em função da duração da estadia e incluem 5 refeições diárias (as refeições principais e dois períodos de lanche) e ainda serviço de lavandaria. Com 16 quartos e lotação para 20 pessoas, este training center detido pela famosa atleta Joan Chelimo e pelo seu marido Julián Di Maria tem wifi de alta qualidade nas zonas comuns e segurança privada. Como extra há dois massagistas no local e ainda é possível contratar serviços de pacer e transfer.

Preço: 48€/dia por pessoa

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O que inclui: 5 refeições diárias

Lotação: 20 pessoas (16 quartos)

Comodidades: Wifi, lavandaria e segurança privada

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Extras: massagista, serviço de pacers e transfers

Contacto: Instagram

Há outros espaços de alojamento, como o JC Iten training camp, ou ainda os espaços dos irmãos neozelandeses Zane e Jake Robertson ou da atleta queniana Saina Betsy. Outros alojamentos podem ser consultados na plataforma Airbnb.

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CUIDADOS DE SAÚDE E NO DIA A DIA

Como em grande parte dos países de África, a recomendação principal é evitar ao máximo beber água da torneira. É fácil comprar-se garrafões de 5 litros que podem ser utilizados para tudo. Estando em altitude, apesar do sol não 'queimar' e não haver uma sensação forte de que nos está a afetar, é necessário um cuidado extra, pelo que a aplicação de cremes solares (antes e depois da exposição) é fundamental. Ainda em relação ao sol, a utilização de chapéus, nomeadamente quando estamos a correr, é também recomendada.

Outro ponto bastante importante passa pela hidratação. Estando em altitude o nosso corpo desidrata muito mais do que ao nível do mar. Por vezes nem notamos, mas os efeitos nesse particular são muito acentuados e podem ser até perigosos.

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CLIMA

Iten está ligeiramente abaixo da linha do Equador, pelo as estações do ano são invertidas em relação à Europa. Os meses de maior calor normalmente são de dezembro a fevereiro, ainda que sejam também aqueles em que se observa uma maior amplitude térmica (de manhã é habitual estar em torno dos 5ºC e a meio da tarde é comum os termómetros chegarem aos 30ºC). No inverno, entre junho e agosto, as temperaturas não são muito diferentes em termos de mínima, mas a máxima é relativamente mais baixa. Por isso, aconselha-se ter sempre à mão alguns casacos para utilizar nas corridas ou saídas matinais.

NECESSIDADES BÁSICAS

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Apesar de alguns espaços de alojamento terem lavandarias incluídas no preço, a maior parte deles tem esse serviço como extra. Por isso, para vivermos a experiência queniana no seu todo, ao chegar há certas coisas que devemos adquirir, como um balde para lavar a roupa e ainda sabão para o mesmo efeito. Nessas primeiras compras, podemos igualmente comprar algumas molas para pendurar as nossas roupas.

No Quénia as tomadas são com o formato inglês, pelo que é essencial levar um adaptador.

De Portugal é recomendado levar-se produtos como shampo, gel de banho e pasta dentífrica, pois no Quénia pode ser difícil encontrar (pelo menos das marcas a que estamos habituados).

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QUE LÍNGUA SE FALA NO QUÉNIA?

A língua oficial do Quénia é o swahili, mas a larga maioria das pessoas fala também inglês.

COMUNICAÇÕES

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No Quénia aplicam-se elevadas tarifas de roaming, pelo que o mais recomendado é adquir um cartão SIM com plafond de dados à chegada. A ligação de internet é relativamente boa, ainda que em determinados períodos haja quebras no sinal.

ALIMENTAÇÃO

A alimentação no Quénia é muito baseada em produtos naturais e, pela nossa experiência, bastante boa. Para um europeu é também relativamente barata (ver alguns preços abaixo). Os quenianos, nomeadamente os atletas, comem bastante pão, ugali (uma pasta com farinha de milho e água), verduras, fruta, chá queniano (chá preto com leite) e ainda chapati (uma espécie de tortilha). Em grande parte dos training center estão disponíveis também alguns outros produtos, como arroz, massa, batatas, lentilhas ou feijão. A carne e o peixe são produtos pouco acessíveis ao comum dos quenianos, muito por serem algo caros. Normalmente os atletas fazem uma alimentação muito focada nos hidratos de carbono, tendo apenas um ou dois dias em que acrescentam proteína - normalmente ovos.

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A altitude obriga também a ter um cuidado adicional com a ingestão de ferro, pelo que é recomendada a suplementação ou, em alternativa, a aposta em alimentos que seja ricos nesse nutriente. Esta indicação deve ser confirmada na Consulta do Viajante, de forma a haver certezas da sua importância. Outro ponto a ter em especial atenção é a hidratação, como dissemos acima, com uma necessidade superior de ingestão de líquidos em comparação com aquilo que normalmente fazemos ao nível do mar.

SEGURANÇA

No geral, Iten é uma vila com bastante segurança, pelo que é possível passear nas ruas sem qualquer problema sozinho até ao anoitecer. Aí, como não há iluminação pública, o aconselhado é evitar andar na rua. Por outro lado, o povo queniano é muito hospitaleiro e gosta de abordar os 'muzungus' (nome por lá dado aos brancos). É uma curiosidade genuína e simpatia pura. Estas abordagens podem causar estranheza, no entanto são inocentes e sem qualquer malícia.

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TRANSPORTES

Não há transportes públicos e aqui as opções para as deslocações passam por mototáxis, matatus ou táxis privados. As primeiras são as mais baratas: normalmente uma viagem custa entre 100 e 200 shillings (0,75€ a 1,5€). Os matatus são as tradicionais carrinhas (normalmente da marca Toyota) que vemos em tantas imagens. Funcionam como os nosso autocarros, com rotas fixas, mas pedindo com jeitinho podem fazer um desvio para onde precisarmos de ir. O preço é negociado na hora. Aqui a lotação do veículo é algo totalmente ignorado. Se cabem 10, podem perfeitamente caber 20! Em relação aos táxis privados, são serviços feitos por particulares, para quem quer uma experiência mais europeia, mas também para chegar a pontos específicos que sejam fora de Iten, como o aeroporto. Uma viagem de 50 minutos, de Iten até Eldoret, custa 3000 shillings (cerca de 22 euros).

DINHEIRO

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A moeda oficial do Quénia é o shilling, mas na capital Nairobi também é possível pagar com dólares. Já em Iten o ideal é andar sempre com shillings. Há três caixas ATM para fazer levantamento de dinheiro, normalmente com o pagamento de uma taxa (cerca de 500 shillings). Ao câmbio atual, 100 shillings equivalem a 75 cêntimos.

O CUSTO DE VIDA NO QUÉNIA

Para um europeu há coisas que são muito mais baratas em comparação com o que temos por cá, mas outras... nem por isso. Abaixo deixamos alguns exemplos:

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Gasolina - 1,3€/litro

Gasóleo - 1,1€/litro

Viagem de mototáxi - desde 0,75€

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Viagem de táxi privado - a partir de 7,5€ (dependendo da distância)

Cartão SIM com 15GB de dados - 18€

Rolo de papel higiénico - 0,3€

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Café - 0,75€

Cereais (400 g) - 3€

Arroz (0,5 kg) - 2,8€

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Esparguete - 1,1€

Feijão (1 kg) - 1,5€

Lentilhas (1 kg) - 1,1€

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Sal grosso (1 kg) - 0,2€

Açúcar (5 kgs) - 5,2€

Arroz (5 kgs), 10,8€

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Óleo (5 lts) - 10€

Farinha (10 kg) - 6,7€

Manteiga de amendoim (0,5 kg) - 2,4€

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Coca Cola (33 cl) - 0,4€

Iogurtes - 0,4€

Pão (800 g) - 0,9€

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Leite (0,5 lt) - 0,5€

Água (5 lts) - 1,5€

Banana (unidade) - 0,05€

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Abacate (unidade) - 0,07€

Manga (unidade) - 0,14€

Melancia (unidade) - 0,75€

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Ananás (unidade) - 0,75€

O QUE FAZER

Normalmente, quem viaja até Iten vai com o intuito de treinar e viver uma experiência queniana. Há, por isso, várias experiências que devemos ter pelo menos uma vez na nossa passagem. A saber:

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- correr com atletas locais. Normalmente, os training center ou guesthouses contam com pacers que nos podem acompanhar nos treinos. São atletas locais, conhecedores das rotas principais, que nos acompanham nos ritmos que desejarmos. Cada treino tem um custo aproximado de 500 shillings (3,7€).

- treinar na Moiben Road. É lá que normalmente todos os atletas fazem os seus treinos longos. Se Iten é a Meca do atletismo, Moiben Road tem a mesma mística. É uma longa estrada com cerca de 30 quilómetros, que não sendo propriamente plana... é o mais plano que podemos encontrar nestas paragens.

- treinar na pista Kipchoge Keino. É a pista mais conhecida desta região do Rift Valley. É lá que, a cada terça-feira, mais de 100 atletas se juntam à primeira hora da manhã, ainda com noite cerrada, para fazer o treino de séries da semana. A pista, que está em bom estado, é habitualmente pisada por atletas como Eliud Kipchoge, Paul Chelimo ou Julien Wanders. As bancadas ainda estão em construção... há muitos anos.

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- visitar o Kerio View. É, provavelmente, o local que tem a melhor vista de Iten. Trata-se de um espaço de alojamento (é o mais caro de Iten), que tem também um restaurante e permite aos visitantes aceder através do pagamento de 100 shillings (0,7€).

- visitar o mercado de sábado. É lá que todas as semanas largas dezenas de comerciantes acorrem para vender tudo e mais alguma coisa. É verdadeiramente possível comprar-se de tudo nestes mercados, desde frutas (com um sabor incrível), até roupas, calçado e até telemóveis e outros equipamentos eletrónicos.

- ir à missa no domingo. É uma experiência diferente, até mesmo para quem não é religioso. A missa começa com um momento de animação, com música e danças. Todo um espectáculo!

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- visitar uma escola. São várias as escolas primárias e secundárias que podemos visitar no Quénia, para ver um pouco da realidade que estes miúdos têm no seu processo de aprendizagem. É habitual (não totalmente necessário) os visitantes deixarem uma pequena contribuição para a aquisição de materiais escolares ou, então, podem levar já alguns para entregar.

- comer num espaço tradicional. São locais baratos, onde podemos comer a verdadeira comida queniana, como os quenianos comem. Por 300 shillings (2,2 euros) é possível ter-se uma refeição farta e com uma qualidade de realce.

- comprar material desportivo. Para europeus, aqui é possível encontrar-se verdadeiras pechinchas, com sapatilhas topo de gama a menos de metade do preço que encontramos por cá. Vale muito a pena. Há pelo menos quatro espaços que se dedicam à venda destes produtos.

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Por Fábio Lima
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