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Metaracer: aí está a resposta da ASICS para a 'febre' das placas de carbono

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Marca japonesa apresentou o seu modelo e deixa água na boca

A ideia era apresentá-las num mega evento a realizar no Japão esta semana e ter como primeiro palco de resultados a Maratona de Paris, na qual estava prevista uma atividade com vários atletas da marca, mas o surto do coronavírus trocou totalmente as voltas e as mais recentes apostas da ASICS foram esta terça-feira apresentadas de forma virtual, com o recurso a um vídeo de apresentação e um comunicado de imprensa no qual se explicam de forma detalhada os benefícios e características.

Os novos modelos são todos da família Meta, onde já moravam o Metarun e o Metaride, aos quais se juntam agora o Metaracer, o Metasprint e o Metarise. Aqui convém desde já dizer que os dois últimos são novidades absolutas, já que não havia sequer rumores de que haveria um outro lançamento previsto para lá do Metaracer, um modelo que há algumas semanas deixava os fãs da marca com água na boca - já aqui tínhamos falado nele...

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E é por aí que começamos. Conforme dissemos em outubro do ano passado, este Metaracer é a aposta de competição de longa distância da marca japonesa, seguindo uma linha de 'combate' onde já estavam várias das restantes marcas - Nike, Adidas, New Balance ou Hoka One One -, com a introdução de uma placa de fibra de carbono na meia-sola.

Com 190 gramas no modelo masculino e 155 no feminino e um drop de 9mm (24/15), o Metaracer é idealizado especificamente para a longa distância, apontando para uma poupança de energia e um menor desgaste na ordem dos 20%. Para isto contribuem os três componentes que surgem 'ensanduichados' na meia-sola: o Guidesole, o Flytefoam e a placa de fibra de carbono.

O primeiro é uma tecnologia já vista tanto no Metaride e no Glideride e tem como propósito promover a eficiência da corrida, dando uma responsividade superior em relação aos demais modelos da marca - na prática, pelo que vimos, esta plataforma quase que nos obriga a correr mais rápido, pois somos 'empurrados' para a frente a cada passada. No meio, na segunda camada, surge a plataforma de amortecimento Flytefoam, também ela vista noutros modelos da marca e que aqui tem o propósito de dar uma 'ajuda' extra na segurança da corrida, mas também auxiliar na responsividade e proteção da corrida.

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A finalizar, por baixo de tudo isto surge a maior novidade de todas, a tal placa de fibra de carbono. Já vista nos modelos de outras marcas, sozinha esta placa pouco poderia fazer para ajudar à corrida, mas quando combinada com os dois elementos acima dá um 'plus' de responsividade por um peso praticamente nulo e com resultados de assinalar. Isto tudo numa sapatilha que terá muito provavelmente uma das alturas mais baixas do mercado neste segmento, já que mais se parecem com uma sapatilha de pista do que propriamente de estrada ou de maratonas.

E se a meia-sola conta com uma grande novidade, também na sola há algo a contar. E ao que parece... no bom sentido. Com um novo padrão e um novo composto, esta sola promete não só uma tração superior até mesmo em condições de piso molhado, como também terá uma duração de assinalar, bem ao jeito daquilo que fomos vendo noutros modelos da marca nipónica.

A finalizar, quase como se fosse a cereja no topo do bolo, a marca japonesa aplicou um mesh de uma só camada, bastante simples e com (imensa) respirabilidade - sem nada que não seja estritamente necessário, basicamente -, o que naturalmente se traduz numa poupança a nível de peso considerável. De novo, mais se parece uma sapatilha de pista do que propriamente um modelo de estrada...

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Com data de lançamento prevista no Japão para 17 de abril, o novo Metaracer estará disponível no mercado europeu a 26 de junho, por um preço que andará entre os 180 e os 200 euros. Um valor de assinalar, especialmente em comparação com aqueles que são praticados por outras marcas, nomeadamente a Nike, que tem o seu Alphafly à venda por 275€.

Modelo de pista inovador

Quanto aos restantes dois modelos, a verdade é que pouco há a dizer deles, já que são voltados para um segmento mais específico. O Metasprint, conforme o nome indica, é voltado para as provas rápidas - supostamente até 400 metros - e conta como grande novidade o facto de, ao contrário do habitual, não contar com os chamado 'bicos', mas sim uma sola em fibra de carbono com relevos em formato de ninho de abelha (o nome dado em inglês é mesmo 'honeycomb carbon fiber outsole'), que segundo a marca providenciará performance, tração e explosão no ato da velocidade. À venda a partir de 17 de abril, o Metasprint terá um custo de 300 euros.

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Por fim, o Metarise. Este aqui nada tem a ver com o atletismo, mas sim é voltado essencialmente para o voleibol. Municiado também do design curvo da meia-sola, este modelo foi pensado para os desportos 'indoor', especialmente aqueles que pedem algum topo de impulsão, já que promete ganhos de até 3% em cada salto. Tudo isto graças à tal curvatura na meia-sola, mas também à presença da plataforma Flytefoam Propel, que ajuda a acumular a energia e depois devolvê-la de forma eficiente. Tal como o Metaracer, estará à venda entre 180 e 200 euros, devendo chegar às lojas a 12 de junho.

Por Fábio Lima
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