A Saucony mexeu na linhagem Endorphin e o resultado são umas sapatilhas que dispensam as placas para dar lugar à performance pura. Testámos as novas Azura e a conclusão é clara: a marca colocou a fasquia muito elevada para quem procura versatilidade sem compromissos.
Esqueçam a ideia de que para correr rápido é preciso uma placa rígida. As Saucony Endorphin Azura chegam para ocupar o espaço de modelo "faz-tudo", comparando-se até com as famosas adidas Evo SL, mas com melhorias que as tornam aptas para muito mais do que apenas treinos curtos. São as sapatilhas que faltavam na família Endorphin, combinando o conforto das sapatilhas de rodagem com a velocidade dos modelos de competição.
A versatilidade do sem placa
O grande trunfo das Azura é a sua capacidade de resposta tanto em treinos de velocidade pura (como séries de 500m a 3'40/km) como em sessões longas de quase 30 km. Mesmo sendo um modelo alto, com 40 mm de stack no calcanhar, a estabilidade impressionou durante os nossos testes, graças a uma plataforma ampla e um reforço interior que ajuda a guiar a passada.
Com um peso de 250 gramas (tamanho 42 EU) e um drop de 8 mm (40 mm atrás / 32 mm à frente), as Azura oferecem uma geometria "rocker" que, embora não seja exagerada, garante uma fluidez de corrida muito interessante quando decidimos apertar o ritmo. Um registo que confirmámos no teste mais exigente, com um treino de 28 quilómetros com um bloco de 5k a 4'10. Aí, apesar de não serem umas racers, responderam muitíssimo bem.
Tração à prova de chuva
Testámos as Azura em condições extremas — duas horas sob chuva intensa e piso totalmente encharcado. A borracha XT-900 da sola passou com nota alta, garantindo segurança mesmo em passagens críticas como calçada portuguesa ou passadeiras molhadas. No que toca ao conforto, o cabedal (upper) está muito bem estruturado, abraçando o pé sem pressões excessivas e garantindo a respirabilidade necessária.
Neste ponto, o visual não agradará a todos, mas nisto dos gostos... não se discute. E, por outro lado, por aqui o aspeto estético é normalmente o último ponto de análise. Felizmente!
E a pergunta final, valem a pena? Se tivéssemos de definir as Azura, diríamos que são umas "super trainers" preparadas para tudo, seja um treino rápido como uma maratona a bom ritmo. Por 160€, posicionam-se como o melhor modelo do segmento por agora. Uma proposta robusta, estável e, acima de tudo, muito divertida de correr.
Por Fábio LimaA nossa análise ao primeiro 'super trainer' da casa alemã
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