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Quando ouvimos falar em futebol americano, é provável que uma das primeiras imagens em que pensamos esteja relacionada com as violentas placagens. Acontece que as pancadas fazem mossa... e de que maneira. Mesmo com capacetes e inúmeras proteções, a verdade é que a cabeça dos jogadores acaba por se ressentir.
O problema tem um nome complicado mas é fácil de explicar: encefalopatia traumática crónica (ETC). Esta é a doença degenerativa que causa danos cerebrais, entre eles perda de memória, instabilidade social, demência... até que tudo pode terminar num estado de loucura que leva ao suicídio. Tudo isto está explicado no filme ‘Concussion (A força da verdade)’, – estreia marcada para 3 de março em Portugal –, que retrata a luta do dr. Bennet Omalu, o patologista forense nigeriano responsável pela descoberta e diagnóstico da ETC em ex-jogadores da NFL.
Com Will Smith no papel de Omalu, a película realizada por Peter Landesman dá conta da enorme resistência que o nigeriano encontrou para convencer a liga e a opinião pública norte-americana de que havia um grave problema para resolver no desporto mais popular nas terras do tio Sam.
Ponto de loucura
Tudo começou em 2005. Mike Webster, uma antiga lenda dos Pittsburgh Steelers, foi encontrado morto no banco de trás da sua carrinha... onde vivia. O caso chegou às mãos de Omalu que, contra muita pressão social, analisou o cérebro de Webster e descobriu a doença que levou o ex-jogador a suicidar-se, por ter atingido um estado extremo de loucura. Seguiram-se os casos de Terry Long, Andre Waters, Justin Strzelczyk e Tom McHale, ‘culminando’ – entre aspas porque os casos não param de aumentar – com o mediático Junior Seau, outro ex-jogador que se matou e deixou uma nota: confirmava todos os sintomas e suicidou-se com um tiro no peito para doar o cérebro para estudo.
A consciencialização de que havia um perigo real nas pancadas na cabeça levou a que a NFL reconhecesse que era preciso mudar algumas regras. Desde então, as placagens direcionadas à cabeça são proibidas e os jogadores que sofram concussões têm de passar por rigorosos testes para regressarem à ação. Antigamente, era recorrente um atleta lesionar-se e rapidamente voltar a jogar, agravando as lesões traumáticas no cérebro.
Melhorar e dar passo atrás
Uma das vitórias de Omalu foi a assiduidade dos relatórios da NFL quanto às concussões sofridas em cada época. E a verdade é que os números mostraram a eficácia das novas medidas da liga... até esta época. Em 2012, houve 261 casos (em jogos e treinos), um número que foi diminuindo de ano para ano, com 229 em 2013 e 206 em 2014. O problema foi em 2015, com um aumento repentino: 271.
O que torna este facto ainda mais preocupante é o efeito que pode ter nos jogadores a longo prazo, ou seja... a ETC. "O que se vê em cada ano é apenas a ponta do icebergue. Estas estatísticas escondem um problema diferente, que é o efeito cumulativo das pancadas que até podem nem causar concussões", afirma o advogado Michael Kaplen, especialista em legislação sobre lesões cerebrais. Mas nada melhor do que ver ‘Concussion’ para conhecer o lado polémico do futebol americano.
Novos dilemas podem estar a aparecerNão é só na NFL que os jogadores sofrem concussões. Amílcar Piedade, treinador e jogador dos Lisboa Navigators, hexacampeões portugueses, passou por isso no ano passado e explicou o que implica. "Foi num lance que até nem foi violento. No fim do treino, parecia que tinha estado a gritar o mais alto possível durante algum tempo. Podia não ter ligado, mas soube o que se estava a passar. A diferença de hoje é essa. Temos consciência da lesão e não voltamos a jogar sem estarmos preparados para isso", diz-nos Piedade. No entanto, alertou para um outro possível problema: "Pergunto-me se daqui a uns 20 anos o nosso dilema não vão ser antigos profissionais com problemas renais, cardiovasculares ou de fígado devido às substâncias que tomam ainda novos. Os miúdos saem dos liceus cada vez maiores..."
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