A Sérvia recebe, a partir do dia 2, o Campeonato da Europa de Futsal. A Seleção Nacional será uma das presentes, uma das candidatas aos lugares cimeiros, mas tem um trunfo que só poderá utilizar a partir dos quartos-de-final: Fernando Cardinal.
O pivô, de 30 anos, não pode atuar na primeira fase devido a castigo, mas a sua importância levou a que fizesse parte das contas de Jorge Braz, que abdicou de um dos seus princípios – ter três guarda-redes na convocatória –, para garantir o número desejado de jogadores de campo nos primeiros dois encontros.
Com uma personalidade forte e alguma rebeldia, é ele o homem-golo que pode levar Portugal ao primeiro título, depois da final perdida para a Espanha em 2010.
Cardinal é um nome sonante no futsal português, mas a caminhada foi longa até ganhar o reconhecimento e respeito pelo seu talento.
Portuense e portista com ‘sangue na guelra’, o pivô partilhou sempre o protagonismo dos golos com o seu temperamento explosivo, o qual, por vezes, provocou dissabores. Em 2011, o Sporting rescindiu unilateralmente com ele, por o mesmo ter faltado a treinos para ver o seu FC Porto na final da Liga Europa.
Maior maturidade
No Mundial de 2012 salientou-se como uma das figuras, para o bem e para o mal. O futsalista tornou-se o melhor marcador de sempre da Seleção Nacional, ao alcançar a marca dos 9 golos. No entanto, a sua expulsão no jogo dos quartos-de-final com a Itália manchou a boa imagem que estava a deixar.
Quase 4 anos depois muita coisa mudou. Os anos passaram, Cardinal ganhou maturidade e afinou o talento. Em 2014 juntou-se a Ricardinho no Inter Movistar e os espanhóis já estão rendidos ao seu talento. Em 2015 foi mesmo eleito o melhor pivô da Liga. É neste novo Cardinal, irreverente mas de pés assentes na terra, que estão depositadas as esperanças nacionais. Venham de lá esses golos!
Por Cláudia MarquesProva arranca em Inglaterra na quarta-feira
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