Europeu de corta-mato: Tradição portuguesa

Carla Salomé Rocha e Inês Monteiro sonham com um lugar entre as 10 primeiras hoje em Chia, Itália

Uma década de diferença. É a idade que separa as duas melhores atletas portuguesas (Carla Salomé Rocha, de 26 anos, e Inês Monteiro, de 36), que sonham com um lugar entre as 10 primeiras no Europeu de corta-mato, que se realiza hoje em Chia, em Itália.
Tanto Carla como Inês já tiveram pontos altos no Campeonato da Europa, competição iniciada nos anos 90 e onde Portugal teve larga supremacia em masculinos e femininos. Ambas já ficaram entre as 10 primeiras e Inês Monteiro até subiu ao pódio (3.ª) em Bruxelas, em 2008, logo atrás de Jéssica Augusto (2.ª).

Mas os brilhantes resultados alcançados pelo fundo português não tiveram correspondência nos últimos anos devido a uma série de razões: as apostas não foram sustentadas, os apoios diminuíram, o Maratona e a Conforlimpa abandonaram e, sem condições, alguns atletas preferiram desistir. A par disso, Benfica e Sporting passaram a convergir os seus interesses mais para as competições de pista, visando lugares no pódio na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Quem sofreu com isso foi o sector de meio-fundo e fundo.


Agora, os padrões de excelência são outros e é um misto de juventude e experiência que integra a Seleção Nacional feminina, enquanto em masculinos o panorama não é animador e a federação acabou por levar apenas dois atletas (Samuel Barata e Hugo Almeida), não podendo assim integrar a classificação por países.

Inverter tendência
Para inverter esta tendência nada animadora, espera-se que o Europeu, a realizar em Lisboa, no Parque da Bela Vista, em Marvila, em 2019, possa ser o ponto de partida para uma nova perspectiva. A aposta terá de começar forçosamente nos jovens já a partir desta temporada e, nos seniores, há que contar ainda com quem está no ativo, particularmente Sara Moreira, Dulce Félix e Jéssica Augusto. Se a Federação conseguir arranjar os meios necessários para estas atletas terem esta prova como prioritária, a caminho dos Jogos Olímpicos de Tóquio, então Portugal pode voltar às medalhas no Campeonato da Europa de corta-mato.


Por Norberto Santos
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