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O nosso país não se encontra dividido por regiões autonómicas, mas se estivesse fragmentado em quatro zonas (norte, centro, sul e ilhas) como seriam as respetivas seleções? Um exercício baseado nas pontuações atribuídas pelo nosso jornal permite esboçar quatro onzes de qualidade. Perdão, dois onzes e duas equipas sem... guarda-redes. De facto, na Liga NOS, numa altura em que estamos a chegar ao fim da primeira volta, não há qualquer guardião nascido no sul ou nas ilhas, facto que não deixa de ser curioso.
Começando pelo norte, a seleção apresentada conta com o português mais pontuado por Record. Falamos de Nuno Valente (Arouca), que nasceu em Braga e é superado apenas por Suk e Jonas. O colega Hugo Basto e o central Paulo Monteiro (U. Madeira) também constam do top 10 do nosso jornal e têm lugar na equipa nortenha.
Com representantes nos dez melhores jogadores da Liga surge a seleção do centro, com Costinha (V. Setúbal) e Nuno Coelho (Arouca) em plano de evidência. Contudo, a força do conjunto fica desde logo vincada com a presença de Rui Patrício – titular na Seleção – na baliza. Ele que soma mais um ponto (44) do que Marafona, colega de posição no Paços de Ferreira.
Quanto aos jogadores nascidos a sul, a seleção é forte sobretudo no ataque (Rafa, André Horta, Sturgeon e Gonçalo Guedes impõem respeito) só que não tem ninguém na baliza. A escassez de opções é ainda mais visível nas ilhas, onde o leque é curto mas ainda assim inclui atletas de clubes fora da Madeira – com três no escalão principal – como o benfiquista Eliseu.
Guerra nos bancos
O técnico mais pontuado por Record até ao momento é Paulo Fonseca, mas o facto de ter nascido em Moçambique afasta-o desta seleção. Assim, Quim Machado, Jorge Simão, Jorge Jesus e Ivo Vieira seriam os selecionadores.
Por Nuno Miguel Ferreira