McCaw: o líder exemplar

McCaw o líder exemplar

Quando, no dia 20, enfrentar a Argentina no seu primeiro desafio no Mundial’2015, Richie McCaw não terá, ainda, tomado uma decisão quanto ao futuro da carreira. O jogador mais internacional de sempre no râguebi (142 jogos pela Nova Zelândia) poderá ‘pendurar as botas’ logo após a competição, mas recusa falar sobre o assunto. Tem um objetivo, que é liderar a equipa rumo a um inédito segundo título consecutivo e não quer desviar o foco.

"Não adianta estar a dizer que vou fazer isto ou aquilo. Só no final de outubro saberei como me sinto nessa altura, pelo que não faz sentido tomar já uma decisão", garante McCaw, que detém, também, o recorde de maior número de testes internacionais como capitão (106) e pode tornar-se no jogador com mais jogos em Mundiais (23) se fizer sete em Inglaterra.

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Richie é assim. Gosta de liderar pelo exemplo. Coloca sempre os All Blacks em primeiro lugar e os interesses coletivos acima de quaisquer outros. Na final de 2011 (8-7 com a França) jogou com um pé partido que, admitiu depois, parecia "um ferro em brasa a espetar-se a cada passo". A equipa precisava dele e não era ‘apenas’ uma fratura que o ia impedir de fazer a sua parte e erguer a desejada Webb Ellis Cup…

Dinheiro não é tudo...

Sendo um dos maiores talentos de sempre, não lhe falta mercado, apesar dos 34 anos. Outros, como Conrad Smith, Ma’a Nonu ou Dan Carter, já assinaram contratos milionários com clubes franceses para depois do Mundial. Mas, para ele, essa hipótese não está em cima da mesa. Questionado sobre o que se vê a fazer dentro de um ano, McCaw repete que não se imagina "a atravessar oceanos". "É mais do que provável que estarei em Christchurch. E é mais do que provável que não jogarei tantas vezes. Mas ainda não tomei uma decisão", insiste.

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