Será em ritmo de passeio que Sébastien Ogier vai entrar em ação na Córsega para o rali de França. O piloto francês conquistou na etapa australiana o título de campeão da presente edição da prova, somando assim o terceiro da sua carreira. O 3 é um número que por si só é simbólico, mas neste caso, ganha ainda mais mística se pensarmos no percurso no desporto motorizado do piloto WRC. Fã do emblemático piloto Fórmula 1, Ayrton Senna, o pai de Ogier foi responsável pela entrada do francês no mundo do desporto motorizado.
Tal como Senna, Sébastien começou muito jovem ao volante de um kart, mas na adolescência deixou-se apaixonar pelo todo-o-terreno ao assistir a uma etapa do rali de Monte Carlo que passou perto de Gap, sua cidade natal. Depois de se formar com sucesso no curso de preparação e assistência em rali, o francês lançou-se na competição. Moldou-se e acabou por crescer para o WRC e para o público na Citröen, onde foi companheiro de equipa do nove vezes campeão do Mundo, Sébastien Loeb. Conseguiu emergir na competição na equipa da Volkswagen. Ao volante do carro da marca alemã e aproveitando a ausência de Loeb da prova, sagrou-se tricampeão. Tal e qual como... Ayrton Senna. Na verdade, Ogier nunca escondeu a sua admiração pelo ídolo. Chegou mesmo a usar no seu capacete a letra ‘S’ como homenagem ao brasileiro, no dia do 20.º aniversário da morte do ícone da Fórmula 1.
Portugal no coração
O rali de Portugal já lá vai, mas terá sempre um significado especial para Ogier. Tal como Ayrton Senna, foi no nosso país que o piloto francês conseguiu a sua primeira vitória na carreira. Em 1985, no circuito do Estoril, Senna iniciou o seu percurso emblemático na Fórmula 1, enquanto Ogier garantiu a primeira conquista no WRC na edição 2010 do rali de Portugal.