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Depois de cinco anos atrás de um lugar no World Tour (WT), Wiggolly Dantas – ou Guigui para os amigos – carimbou, em Cascais, no ano passado, o passaporte para a elite do surf mundial, onde compete este ano. Por isso mesmo, mas não só, a ligação deste surfista brasileiro a Portugal é muito forte.
Se não vejamos. Em 2014 chegou às meias-finais do Cascais Billabong Pro. Em 2012 ficou em segundo lugar no SATA Azores Pro. E para mais, conta com o apoio incondicional da namorada, a portuguesa Joana Machado. Tudo razões para que Guigui se sinta em casa no ‘SATA Azores Pro 2015 presented by Sumol’, que, depois de amanhã, dia 22, arranca na praia de Santa Bárbara.
"Os Açores são um lugar maravilhoso. A água é quente, há altas ondas, a comida é boa. Sinto-me bastante à vontade nos Açores, por isso inscrevi-me para esta etapa", explica o surfista que está na 13.º posição do ranking do campeonato mundial. O objetivo, confessa, é terminar no top 10 e ser ‘rookie of the year’, ou seja, o estreante no WT com melhor resultado. "Sempre gostei de Portugal, sempre fiz bons resultados. Gosto da cultura e com certeza ter uma namorada portuguesa ajudou-me bastante. Sinto-me mais em casa. Mais focado. Acho que a minha relação com Portugal ficou bem mais forte quando comecei a namorar com a Joana", confessa ainda Guigui à Revista Record.
Da Austrália com amor...
Mas afinal, como é conheceu a Joana? "Na Austrália. Eu estava a treinar para os Trials do WCT na Austrália e ela estava a surfar. Por ser bonitinha, todos a deixavam apanhar as ondas. Eu tinha dez minutos para apanhar uma ou duas só para sentir a prancha antes dos Trials. Vem uma onda muito boa, olhei e vi que ela estava vindo e apanhei a onda. Quando saí da água, olhei para ela e disse "Sorry". E ela respondeu: "Pode falar português comigo." Rimo-nos. Fui embora, mas perguntei a uns amigos portugueses quem era ela. Ela tinha feito o mesmo [risos]", recorda o surfista, de 25 anos.