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Ricardo Melo Gouveia: foco em Tiger Woods

Ricardo Melo Gouveia: foco em Tiger Woods

Não é apenas a figura do pai, como principal mentor na fase inicial da carreira, que Ricardo Melo Gouveia tem em comum com Tiger Woods, é a determinação, a força de vontade e a tremenda confiança em si. Quando nos sentamos para falar com Melinho – é assim que os amigos dentro e fora do circuito profissional o tratam – ouvimos o desfilar de sonhos, o apontar de objetivos que parecem estar do outro lado da Lua e uma frase que pode espantar mas de forma alguma soa a bazófia: "Como o Tiger Woods, quero ser o número um do Mundo."

Ricardo tem sempre um sorriso no fim da cada frase, mas uma afirmação da sua personalidade quando a começa. "De início, não levava o golfe muito a sério, porque praticava ténis, râguebi e futebol [na verdade, Melinho tem corpo de um bom talonador…], mas por volta dos 9-10 anos comecei a competir e percebi que este era o meu futuro profissional."

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Já nessa altura Tiger Woods era mais o seu ídolo do que Luís Figo. "Nessa altura, sim, embora sempre tenha gostado muito do Figo e agora do Cristiano Ronaldo, mas como estava mais virado para o golfe o Woods sempre foi a minha inspiração. Agora é o Rory McIlroy, porque quando éramos miúdos jogávamos torneios juntos e agora ele já chegou a número um do Mundo", confessa.

Aprender a ganhar

Esteve nos Estados Unidos, onde terá dado o primeiro salto em frente antes de passar a profissional. E Ricardo conta como foi uma transição que, com outros jovens, podia ter sido um salto no escuro.

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"Sim, já sabia. Tinha planeado na minha cabeça o que queria fazer e os passos a dar para chegar ao European Tour e no futuro ao PGA Tour. É um trabalho com alguns anos e estava bem preparado. A primeira coisa que o meu pai fez foi pôr-me à vontade nos primeiros tempos em termos financeiros, até conseguir ter patrocínios. Isso foi importante, pois jogava sem aquela pressão de ter o resultado para ganhar o cheque."

A pressão do cheque nunca assustou Ricardo, depois de nos Estados Unidos ter aprendido a ganhar.

"Eu não tenho sentido problemas com isso. Quando estou a jogar nunca penso no dinheiro, só nos objetivos para aquele dia e conseguir o melhor resultado possível. No fim do torneio, sim, faço as contas. Tenho tido a sorte de não ter estado numa situação em que preciso de resultados só pelo dinheiro," reconhece Melinho, que quase corou quando lhe perguntámos se poderá comparar-se de alguma forma a Cristiano Ronaldo, em termos de pressão que coloca a si próprio e no objetivo de ser o melhor do Mundo.

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"A pressão é natural e quanta mais pressão houver, melhor, porque é sinal que estamos a lutar por qualquer coisa e não para ficar em último. Aí sim, não há pressão. Uma pessoa quanto mais vezes passar pelas situações de pressão, melhor", remata (de drive, apetece dizer) o futuro número um do Mundo.

PERFIL

Nascido em Lisboa a 6 de agosto de 1991 (24 anos), Ricardo Melo Gouveia é o líder do Challenge Tour (espécie de segunda divisão do golfe profissional europeu) e tem tido um ano de 2015 de grande sucesso. Numa modalidade onde há grandes figuras que passam anos inteiros sem vencer qualquer prova, Melinho já conquistou dois torneios este ano (na foto de baixo, com o troféu conquistado na Alemanha no AegeanAirlines Challenge) e soma um total de oito top 10. Mas quer mais: “Vou ganhar não um mas vários majors.” E percebe-se que o diga, quando fala de si e dos que o rodeiam. “A família é fundamental, pelo apoio, por tudo.” A namorada, Carolina (na foto de cima), é a mais entusiasta, mas a mãe Teresa ou os irmãos Tomás António e Teresinha não ficam atrás. Sem falar, claro, do pai Tomás. E do resto da equipa que o acompanha, do manager Rory Flanagan ao treinador David Leewellyn, sem esquecer o preparador Tiago Boto e o fisioterapeuta Rogério Machado. “Sem eles era impossível”, assegura.

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