Do céu ao inferno distou... uma mão

Maradona e Abel Xavier usaram a mão esquerda para entrar na história, mas de forma diferente...

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Entre a famosa ‘mão de Deus’ de Maradona e o penálti de Abel Xavier passaram-se 14 anos e seis dias. Mas se o argentino saiu do México como campeão do Mundo, o português saiu da Bélgica (coorganizadora com a Holanda do Euro’2000) como o vilão de uma equipa que, até ali, encantara meio Mundo e se apresentava como candidata à conquista do título.

Em pouco mais de duas semanas, a Seleção Nacional, conduzida por Humberto Coelho, foi capaz de ultrapassar um começo de campanha que parecia vir a ser desastroso para atingir um ponto de quase excelência, com a todo-
-poderosa França a seus pés.

No primeiro jogo, com a Inglaterra, Portugal encontrou-se à beira do precipício quando perdia por 2-0, logo aos 18’. Valeu o génio de Figo, e de toda a equipa, para dar a volta e acabar com um triunfo por 3-2. Quando abandonava o relvado, David Beckham não merecia ter ouvido alguns hooligans gritaram-lhe: "Queremos que o teu filho morra."

Depois, diante da Roménia, um golo de Costinha no último minuto garantiu o primeiro lugar no grupo ao ponto de, no terceiro jogo, Humberto Coelho ter apresentado uma equipa de ‘reservistas’. É nesse cenário que Sérgio Conceição se transforma num dos heróis da prova, ao apontar os três golos do triunfo sobre a Alemanha. Nos quartos-de-final, as jogadas de Figo e os golos de Nuno Gomes abriram caminho para o duelo com França, na meia-final. O resto é história. *

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