O filme do título

1.ª jornada: Benfica-Estoril, 4-0

O Benfica começou a temporada com uma goleada, por 4-0, frente ao Estoril. Era difícil pedir um melhor início de época, mas este acaba por ser um resultado que não traduz as dificuldades sentidas pela equipa de Rui Vitória para conquistar os três pontos. Se os números da vitória são expressivos, talvez o minuto com que a equipa abriu o caminho para o triunfo ajude a perceber as reais contrariedades que a formação canarinha impôs no Estádio da Luz. Foi Mitroglou, apenas aos 73’, o homem que inaugurou o marcador e a desbloqueou a teia com que Fabiano Soares ia enervando as águias e os adeptos. Isto, depois de uma pré-época negativa e do desaire da Supertaça, diante do Sporting.

2.ª jornada: Arouca-Benfica, 1-0

Bastou chegar à segunda jornada, para o Benfica sofrer o primeiro desaire e começar a perder pontos para os rivais diretos, Sporting e FC Porto. Um golo madrugador de Roberto (2’) e muito capacidade de sofrimento da equipa liderada por Lito Vidigal castigaram um Benfica que acabou por se revelar bastante perdulário e que nunca conseguiu traduzir em golos o sufoco que conseguiu impor na partida. Contudo, é de salientar que nos primeiros 15 minutos, o futebol apresentado pelas águias foi de fraco nível. A equipa conseguiu acordar e dispôs de várias oportunidades para conseguir um resultado diferente, mas a fraca pontaria dos avançados, ou a inspiração de Bracali, foram suficientes para que o resultado não voltasse a sofrer alterações.

3.ª jornada: Benfica-Moreirense, 3-2

Depois da primeira derrota, era obrigatório a equipa voltar às vitórias. Nada melhor do que voltar a ‘casa’. O adversário era o Moreirense e o grupo cumpriu o objetivo. Venceu, mas precisou de sofrer muito para o conseguir. As águias até começaram a perder, já na segunda parte, bastaram dois minutos para virar o marcador (75’ e 76’). Quando todos pensavam que já não seria necessário voltar a sofrer, eis que Rámon Cardozo (84’) volta a repor a igualdade e o Estádio da Luz em nervos. Foi então que apareceu Jonas a mostrar ao que vinha. O brasileiro, quando faltavam quatro minutos para o jogo terminar, vestiu pela primeira vez o traje que foi habitual esta época: o de herói.

4.ª jornada: Benfica-Belenenses, 6-0

A equipa tardava em convencer os adeptos. As exibições não convenciam, os resultados não eram esclarecedores e reinava a desconfiança sobre as reais possibilidades da equipa voltar a lutar pelo título. Para contrariar os mais pessimistas, a receção ao Belenenses veio em boa altura. Foi, a par da receção ao Marítimo, a goleada mais folgada. É certo que os azuis apresentaram muitas debilidades, mas pela primeira vez viu-se as águias a apresentarem um futebol atrativo, aquilo a que os adeptos estavam habituados. Como consequência disso, a equipa marcou seis golos sem resposta com destaque para o bis de Mitroglou e Jonas, Gaitán e Talisca foram os autores dos restantes golos das águias que deram uma demonstração de força em toda a linha.

5.ª jornada: FC Porto-Benfica, 1-0

Para a história fica o resultado e esse foi negativo, mas não deixou de ser um desaire inglório para as águias que saíram derrotadas do terreno do rival FC Porto, fruto do golo tardio de André André. O que é certo, é que quando estavam apenas decorridas cinco rondas do campeonato, o Benfica sofreu o segundo desaire da temporada. Este acabou por ser um desfecho um pouco enganador, tendo em conta a primeira parte dos pupilos de Rui Vitória, que acabaram por beneficiar das melhores oportunidades para abrir o marcador. Não o conseguiram e permitiram aos dragões ganhar gás e realizar um segundo tempo de melhor qualidade. O golo acabou por traduzir esse domínio.

6.ª jornada: Benfica-P. Ferreira, 3-0

O regresso a casa e às vitórias. O Benfica mostrava que se sentia muito mais confortável a jogar com o apoio dos adeptos, depois de sofrer duas derrotas fora de casa. A receção ao P. Ferreira veio comprovar essa teoria e a equipa voltou a somar mais três pontos, numa partida que acabou por se revelar tranquila. Além disso, houve algo que ficou notório depois deste encontro. A preponderância que Jonas vinha a ganhar na equipa, após conseguir mais um bis diante do emblema pacense, que teve algumas dificuldades em criar problemas às águias. Gonçalo Guedes vinha a aproveitar as oportunidades concedidas pelo técnico das águias e apontou o outro golo da vitória, por 3-0.

7.ª jornada: U. Madeira-Benfica, 0-0

O único empate do Benfica no campeonato esta temporada provocou muitas dúvidas naquilo que, a partir dali, seria a campanha na competição. Inicialmente marcado para o dia 4 de outubro, o jogo com o União da Madeira acabou por ser adiado devido ao forte nevoeiro que se abateu sobre a Choupana. As duas equipas voltariam a encontrar-se a 15 de dezembro, com o Benfica já sem Nélson Semedo e Luisão e ainda sem Gaitán, também lesionado. No final do jogo, Rui Vitória foi muito contestado pelos adeptos dos encarnados e até foi preciso a intervenção de Rui Costa para serenar os ânimos. Cinco meses depois, o cenário mudou por completo e Vitória é adorado pelos benfiquistas.

8.ª jornada: Benfica-Sporting, 0-3

Se alguém dissesse que o Benfica, ao minuto 36, estava a perder 3-0, em casa, frente ao rival Sporting, ninguém acreditaria. Mas sim, foi o que se verificou na receção aos leões, naquele que foi, talvez, um dos momentos mais difíceis de gerir por todo o grupo, assim como pelos adeptos benfiquistas. A eficiência leonina deitou por terra todas as expectativas que as águias tinham de conquistar um resultado positivo e, apesar de uma entrada mais forte, na qual ameaçaram a baliza de Patrício, foi o Sporting a mostrar ser letal na frente de ataque. Teo, Slimani e Ruiz aproveitaram as brechas da defesa do Benfica para construir um resultado que foi um verdadeiro pesadelo.

9.ª jornada: Tondela-Benfica, 0-4

O Tondela era o adversário ideal, depois da estrondosa derrota do dérbi. Rui Vitória efetuou várias alterações na equipa e surpreendeu com a aposta em Clésio como lateral-direito. A equipa aproveitou as fragilidades que os beirões vinham a demonstrar desde o início da época para construir uma goleada bastante tranquila. Algo que teve início logo ao minuto 4, quando Jonas abriu as contas da partida. Berger deu uma ajudinha, com um autogolo e o jovem Gonçalo Guedes ainda ampliou a vantagem das águias, antes das equipas irem para o descanso. Carcela fechou as contas já no fim, frente a um adversário que nunca conseguiu causar mossa à equipa de Rui Vitória.

10.ª jornada: Benfica-Boavista, 4-0

No regresso à Luz, os encarnados venceram os axadrezados tranquilamente, sem forçar e, até, sem nota artística. A formação do Porto nunca incomodou Júlio César e o Benfica fez suficiente para somar. Gonçalo Guedes, numa das últimas aparições, colocou as águias em vantagem, marcando pouco antes do intervalo, aproveitando um passe de Gaitán. Foi o melhor momento de uma primeira parte descolorida. Na segunda, face a um Boavista mais subido no terreno, o Benfica colecionou oportunidades de golo, duas das quais através de Jonas (61’) e Talisca (79’), que acertaram nos postes. A tranquilidade chegaria aos 88’, graças ao remate certeiro de Carcela, que havia entrado aos 81’.

11.ª jornada: Sp. Braga-Benfica, 0-2

Em Braga, o Benfica ultrapassou um difícil obstáculo no caminho da recuperação. Antes do primeiro quarto de hora, o assunto já estava arrumado. Contudo, a formação de Rui Vitória não se livrou de valente susto, quando Stojiljkovic e Hassan construíram a primeira oportunidade do jogo. Poucos segundos depois, Mitroglou, de calcanhar, serviu Pizzi, que colocou a águia em vantagem. Estavam decorridos três minutos. Os bracarenses nem tiveram tempo para recuperar deste ‘murro’ inesperado, pois Lisandro López, aos 11, elevou a contagem. Como Pizzi a dividir-se entre o flanco e o centro, o Benfica anulou o jogo interior dos conjunto minho. E, nas alas, foi mais forte.

12.ª jornada: Benfica-Académica, 3-0

O encontro com a Académica ficou marcado pelo primeiro golo de Renato Sanches: uma ‘bomba’, desferida a 30 metros da baliza, foi o final de perfeito do encontro, um momento de consagração para um miúdo que já centrava atenções. Nem tudo foi fácil, porém. O Benfica adiantou-se graças a um penálti ‘inventado’ pelo guardião conimbricense. O lance era inofensivo, mas Pedro Trigueira derrubou Gaitán. Jonas não desperdiçou tamanha oferta, assinando o primeiro golo. Também de penálti (mão de Ofori), o artilheiro faria o segundo golo. Numa exibição pobre, o melhor ficou para o fim, quando Sanches levou ao rubro adeptos, companheiros, técnicos e dirigentes.

13.ª jornada: V. Setúbal-Benfica, 2-4

O triunfo em Setúbal exigiu um Benfica ao melhor nível. Força mental, consistência coletiva e talento foram os ingredientes de novo triunfo. A deslocação ao Bonfim afigurava-se complicada, atendendo à época que os comandados por Quim Machado estavam a realizar. Os primeiro minutos do desafio provaram esses receios. Durante mais de 15 minutos, os sadinos exercerem pressão em todo o campo, não dando sossego às águias O Benfica conseguiu travar o ímpeto do Vitória e assentar o seu jogo, construindo o triunfo. Mas nem a vantagem de três golos (3-0 e 4-1) permitiu aos bicampeões nacionais abrandarem, pois os visitados numa se entregaram.

14.ª jornada: Benfica-Rio Ave, 3-1

O Benfica entrou praticamente a vencer, graças ao golo de Jonas, aos minuto 4, aproveitando a saída de campo de Lionn, que foi trocar de botas, o que provocou desequilíbrio na equipa de Vila do Conde. As promessas iniciais não se confirmaram e o Rio Ave chegou ao empate, aos 13 minutos, fruto de um livre de Bressan. Até ao intervalo, os encarnados estiveram apáticos, mas a entrada de Carcela agitou o Benfica, que faria dois golos em apenas dois minutos (novamente Jonas e Jiménez). A vantagem não foi maior porque o árbitro Manuel Mota não assinalou qualquer das três grandes penalidades e Pizzi, em período de compensação, acertou e cheio na barra.

15.ª jornada: V. Guimarães-Benfica, 0-1

O nó parecia quase impossível de desatar, mas Renato Sanches insistiu e ofereceu ao Benfica uma preciosa vitória num campo muito difícil com um pontapé sem hipóteses de defesa para Miguel Silva.. A forma como festejou, junto dos adeptos atrás da baliza, foi demonstrativa da importância daquele momento, até porque manteve a equipa viva na esperança de se chegar à frente no campeonato. O golo na jornada anterior abriu portas à titularidade de Raúl Jiménez, sendo que, nesta fase, o mexicano era mais vezes titular do que Mitroglou. Apesar da polémica originada por dois lances na área do V. Guimarães, os encarnados deixaram o Minho com o moral elevado.

16.ª jornada: Benfica-Marítimo, 6-0

Numa partida que serviu de homenagem a Eusébio da Silva Ferreira, pelo 2.º aniversário do falecimento da antiga glória encarnada, o Benfica entrou em campo de forma dinâmica e, motivado pelo importante triunfo em Guimarães, na jornada anterior, cedo cavou uma vantagem de três golos, com Pizzi a bisar e Raúl Jiménez a fazer, também ele, o gosto ao pé. Na segunda parte houve tempo para Jonas bisar de penálti e para Talisca atirar sem hipóteses para Salin na primeira vez em que tocou na bola. Semanas antes, após o triunfo em Setúbal, Rui Vitória falou num Benfica avassalador, e a verdade é que a exibição frente ao Marítimo fez jus a esse mesmo ‘título’ atribuído pelo treinador.

17.ª jornada: Nacional-Benfica, 1-4

A deslocação ao Funchal, para o encontro com o Nacional, foi marcada, mais uma vez, por uma sucessão de peripécias. Como tinha acontecido na partida com o União da Madeira, o nevoeiro voltou a aparecer e o jogo teve mesmo de ser adiado, ainda que tenham sido disputados sete minutos. Os dois clubes chegaram a acordo e a partida passou para o dia imediatamente a seguir. Era uma segunda-feira, meio-dia, e as bancadas estavam a meio gás. Apesar de os insulares ainda terem chegado ao empate, a exibição do Benfica foi segura o suficiente para garantir os três pontos. Jonas, com um hat trick, foi a figura do jogo e marcou posição na luta pela Bota de Ouro Record.

18.ª jornada: Estoril-Benfica, 1-2

O encontro no Estádio António Coimbra da Mota serviu para o Benfica passar com distinção uma série de jogos de grau de dificuldade elevado. Depois da vitória na Choupana, as águias tiveram de suar (e bem) para levar a melhor sobre o Estoril, que cedo se colocou em vantagem no marcador. Com um estádio cheio de benfiquistas, Rui Vitória tinha o segredo para a reviravolta no banco. Ao intervalo, o técnico tirou Raúl Jiménez e lançou Mitroglou, tendo sido o grego a dar início à ‘remontada’. Pizzi viria a consumar o triunfo. Com o empate caseiro do Sporting com o Tondela e a derrota do FC Porto em Guimarães, o Benfica ganhava ânimo renovado na luta pelo título.

19.ª jornada: Benfica-Arouca, 3-1

Depois da derrota à 2.ª jornada, em Aveiro, os encarnados entraram em campo dispostos a mostrar que esse resultado não passou de um acidente de percurso. A verdade é que Pizzi marcou pelo segundo jogo consecutivo, dando a vantagem ao Benfica logo aos 3 minutos. Ainda antes dos 20 minutos, Mitroglou deixou a Luz em delírio com um golo de calcanhar, daqueles que valem o preço do bilhete. Jonas, claro, viria a marcar posição com o 3-0, sendo que o Arouca ainda reduziu já ao cair do pano. O golo do camisola 17, recorde-se, foi marcado pelo ‘empurrão’ a Mitroglou. Gaitán, refira-se, começou no banco de suplentes, algo raro nos dias que correm.

20.ª jornada: Moreirense-Benfica, 1-4

Além do resultado expressivo, a deslocação a Moreira de Cónegos ficou ainda marcada pelo início da afirmação de Victor Lindelöf no onze do Benfica. Lisandro López, até aí titular indiscutível nos encarnados, sofreu uma lesão muscular e deu o lugar ao central sueco, que nunca mais saiu da equipa. Numa altura em que os encarnados mostravam uma veia goleadora exemplar, Jonas, Mitroglou e Gaitán foram os obreiros da goleada em Moreira de Cónegos, onde a equipa, dias antes, já tinha vencido por 6-1 em jogo a contar para a Taça CTT. Com 54 golos marcados à 20.ª jornada, o grupo de Rui Vitória batia a marca do Benfica de Sven-Göran Eriksson em 1989/90.

21.ª jornada: Belenenses-Benfica, 0-5

O Belenenses revelou-se, esta época, um adversário fácil de domar. Depois da goleada caseira na primeira volta (6-0), as águias voltaram a vencer, tranquilamente, no Restelo, por 5-0. Foi um daqueles jogos em que o mais difícil foi mesmo desbloquear o marcador. Mitroglou tratou disso ainda antes do intervalo, catapultando a equipa para um triunfo categórico, fruto da inspiração dos dois goleadores do emblema da Luz. O grego fez por mais duas vezes o gosto ao pé e selou o hat trick – o único da temporada – e Jonas teve tempo para bisar. Tudo fácil, diante de uma equipa que não se remeteu à defesa e que, desta forma, concedeu muitos espaços. Um risco que saiu caro.

22.ª jornada: Benfica-FC Porto, 1-2

Depois de uma fulgurante série vitoriosa, as águias receberam o FC Porto sabendo que, em caso de triunfo, afastariam quase em definitivo os dragões da corrida pelo título. E a verdade é que os comandados de Rui Vitória começaram melhor, com Mitroglou a abrir a contagem ainda antes do minuto 20. Frente a uma equipa com a defesa remendada (Peseiro estreou Chidozie), tudo parecia compor-se para a vitória, mas a verdade é que os azuis e brancos operaram a reviravolta num jogo também marcado pelo regresso de Maxi Pereira à Luz e de Salvio aos relvados, após oito meses de paragem. O Sporting, que batia o Nacional, fugia para a liderança isolada e os encarnados... tremiam.

23.ª jornada: P. Ferreira-Benfica, 1-3

Depois da derrota caseira com o FC Porto, era imperativo para as águias vencerem o jogo seguinte, na sempre difícil deslocação a Paços de Ferreira. A verdade é que o jogo na capital do móvel marcou o início de uma série de triunfos consecutivos que catapultaram a equipa para o 1.º lugar do campeonato. Sem Gaitán, lesionado, Carcela assumiu as despesas no lado esquerdo do ataque e o Benfica colocou-se cedo em vantagem. Ao empate de Diogo Jota os comandados de Rui Vitória reagiram com um golo de Jonas, ainda antes do intervalo, e com o primeiro de Lindelöf de águia ao peito. Foi um triunfo importantíssimo e serviu para a equipa ‘disparar’ de vez.

24.ª jornada: Benfica-U. Madeira, 2-0

Antes da (quase) decisiva deslocação a Alvalade, o Benfica recebeu o União da Madeira, equipa que, na primeira volta, tinha roubado pontos aos encarnados, na Choupana. Jonas, quem mais, bisou frente à formação insular, num jogo em que a equipa parecia já estar com a cabeça no dérbi da semana seguinte, com o Sporting. Sem Eliseu (castigado) e Renato Sanches (suplente), Rui Vitória aproveitou para estrear Grimaldo no lado esquerdo da defesa, colocando Talisca no meio com Samaris. Os encarnados acabaram por ganhar com naturalidade e sem grandes dificuldades um jogo também marcado pela titularidade de Nélson Semedo, cinco meses após se ter lesionado.


25.ª jornada: Sporting-Benfica, 0-1

A notícia no dia do dérbi foi a ausência de Júlio César devido a lesão e a titularidade que seria entregue a Ederson. O Benfica entrou em Alvalade com um ponto de desvantagem para o então líder Sporting, mas um golo de Mitroglou a meio da primeira parte levaria o Benfica à liderança. O grego acabaria por dividir o protagonismo com o jovem guarda-redes brasileiro, que teve três defesas decisivas a carimbar uma exibição segura. O Benfica de Rui Vitória conquistava pela primeira vez uma vitória ao Sporting esta temporada, ganhava um guarda-redes e ascendia ao 1.º lugar. De onde não mais saiu. Foi o ponto de viragem neste campeonato.

26.ª jornada: Benfica-Tondela, 4-1

A receção ao lanterna-vermelha do campeonato parecia o jogo ideal depois de um importantíssimo triunfo no Estádio de Alvalade... e assim aconteceu. A exibição de Ederson no dérbi deixou água na boca e os adeptos descansaram a partir daí. E foi com naturalidade que, ao intervalo, as águias já venciam por 2-0, com selo de Jardel e Jonas. O camisola 17 viria a bisar e Mitroglou também fez o gosto ao pé, antes de Nathan Júnior atirar para o golo de honra do Tondela. Do primeiro ao último minuto, os adeptos estiveram sempre ao lado da equipa e fizeram questão de sublinhar com grandes ovações a forma como a equipa correu de trás para a frente rumo à liderança da Liga.

27.ª jornada: Boavista-Benfica, 0-1

A luta pelo título foi até ao último minuto, mas também foi assim na deslocação ao Bessa. Num dos jogos mais exigentes e difíceis nesta reta final rumo ao tricampeonato, o Benfica parecia já condenado ao empate quando, no último suspiro, Jonas aproveita uma assistência de Mehdi Carcela para bater Mika e oferecer três preciosos pontos à equipa. Foram 90 minutos intensos e os festejos do golo serviram para expulsar toda a tensão acumulada ao longo da partida. Na tentativa de chegar ao tão esperado golo, Rui Vitória até recorreu a Jovic, que, até então, ainda não se tinha estreado de águia ao peito. O Benfica saiu do Bessa com os níveis de confiança ainda mais em cima.

28.ª jornada: Benfica-Sp. Braga, 5-1

Para os mais diretos adversários na luta pelo título, a receção do Benfica ao Sp. Braga era uma das maiores esperanças para que os encarnados perdessem pontos. Ora, depois de um início de jogo algo equilibrado, com ataques de ambos os lados, a equipa de Rui Vitória acabou com as dúvidas, chegando ao 3-0 ainda antes do intervalo. Numa das melhores exibições da temporada, o Benfica jogou na máxima força e nunca tirou o pé do acelerador, cavando uma vantagem de cinco golos, demonstrativa da confiança que a equipa respirava. Antes de o Sp. Braga reduzir, Andreas Samaris fez o 5-0, que foi também o golo número 100 dos encarnados esta temporada.

29.ª jornada: Académica-Benfica, 1-2

Foi a sétima vitória do Benfica – a terceira na Liga – após os 85 minutos e a quinta reviravolta em todos os jogos da temporada. Raúl Jiménez entrou aos 80 minutos e cinco minutos depois disparou para o fundo da baliza dos estudantes. Um belo golo do internacional mexicano, que confirmou que os 3 pontos viajavam com os bicampeões nacionais para Lisboa. Mas, mais do que isso, garantiu que as águias iriam terminar a jornada como começaram, na liderança, mesmo com o Sporting a entrar mais tarde em campo, diante do Marítimo. Foi também neste encontro que Luisão voltou ao banco, 140 dias depois de ter fraturado o braço no dérbi com o Sporting, da Taça de Portugal.

30.ª jornada: Benfica-V. Setúbal, 2-1

No primeiro ataque, o V. Setúbal colocou-se em vantagem por André Claro. A partir daí, a Luz assistiu, talvez, aos melhores 25 minutos da época. Durante este período, os sadinos não conseguiram reagir às ofensivas do Benfica, que chegou ao empate por Jonas e, pouco depois, à vantagem por Jardel. A verdade é que a reação ficou-se por aí e a equipa perdeu ligação entre os sectores. Os sadinos conseguiram ameaçar o empate em diversas ocasiões e, no derradeiro minuto, um passe errado de Pizzi poderia ter deitado tudo a perder. Valeu a atenção de Ederson, que saiu aos pés de Arnold e afastou o perigo. Foi melhor o resultado do que a exibição, como se costuma dizer.

31.ª jornada: Rio Ave-Benfica, 0-1

O triunfo alcançado em Vila do Conde foi um dos momentos decisivos na conquista do tricampeonato. Sendo a deslocação mais complicada do Benfica na reta final do campeonato, os adversários esperavam uma escorregadela da equipa de Rui Vitória. No entanto, esta viria a passar com distinção, graças ao ‘oportunismo’ de Raúl Jiménez, mais uma vez no sítio certo à hora certa. Como Mantorras em 2004/05, o mexicano entrava... e resolvia. Um golo de cabeça, depois de um ressalto da bola para a trave, tornava ainda mais real o sonho do título. Foi também uma partida especial para Gaitán, que completou o jogo 250 pelos encarnados, que foi também o 150.º no campeonato.

32.ª jornada: Benfica-V. Guimarães, 1-0

A partir do jogo com a Académica começámos a ter um Benfica de serviços mínimos nesta caminhada rumo ao título. Apesar de algumas exibições não tão conseguidas como outras, a equipa conseguia vencer sempre, ainda que pela margem mínima. Tal como tinha acontecido na receção ao V. Setúbal, Jardel voltou a assumir o protagonismo e, de cabeça, aproveitou da melhor forma mais uma assistência de Gaitán. O golo surgiu logo após o início da segunda parte, mas não deixa de ser verdade que, mais uma vez, foi preciso suar muito. A expulsão de Sérgio Conceição do banco vimaranense é que acendeu a polémica e, durante a semana seguinte, foi tema presente em todas as conversas.

33.ª jornada: Marítimo-Benfica, 0-2

A expulsão de Renato Sanches ainda durante a primeira parte fez tremer grande parte do universo benfiquista. Com a vitória do Sporting no dia anterior, perante o V. Setúbal, era imperativo ganhar no Funchal para recuperar a liderança e entrar na frente na última jornada... e a missão foi conseguida. O ‘Bulo’, que representou as águias no campeonato pela última vez – foi tomar banho mais cedo, mas a verdade é que a equipa uniu-se e entrou na segunda parte transfigurada. Mitroglou fez o 1-0 e, mesmo com 10, o Benfica nunca foi inferior ao Marítimo. Talisca, de livre direto, aumentou a vantagem no marcador e colocou o ‘tri’ à distância de uma vitória.

34.ª jornada: Benfica-Nacional, 4-1

A consagração! O Benfica entrou no relvado em clima de festa, mas a precisar de vencer. Com mais de 64 mil adeptos nas bancadas a pedirem o 35.º título da história, Gaitán, que foi a figura do encontro, abriu o marcador, mas os festejos só começaram com o segundo golo da equipa, através de Jonas. Com uma assistência do camisola 10, o brasileiro atirou para o fundo da baliza de Gottardi e deixou a Luz em delírio. Seria novamente o argentino a fazer levantar os adeptos, com o terceiro das águias – Pizzi viria a marcar o quarto. Nas bancadas os festejos continuaram e, mesmo sem fazer uma exibição de gala, o Benfica terminou o campeonato em beleza, com um convicto 4-1.





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