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Se o futebol tivesse alguma lógica, as exibições monstruosas deste de Matic mereciam, só por si, a conquista de um troféu...
A de ALAN. O homem que materializou o sonho de António Salvador: o Sp. Braga conquistou, finalmente, um troféu e conseguiu-o à custa de um golo solitário deste brasileiro, de 33 anos. Chegou ao Minho em 2007 para vestir a camisola do V. Guimarães, mas foi em Braga – para onde se mudou na temporada seguinte – que viu reconhecido o potencial que indiscutivelmente tem. Na final da Taça da Liga, em Coimbra, frente ao FCPorto, a grande exibição da noite pertenceu a Mossoró, mas o golo (de penálti) que fica para a história... foi de Alan.
B de BEBÉ. Um fenómeno que viajou de Old Trafford até Vila do Conde para acrescentar qualidade técnica e explosão ao melhor Rio Ave dos últimos 10 anos. O extremo chegou em janeiro, emprestado pelo Manchester United, e não precisou de muito tempo para mostrar que é mesmo de outro “campeonato”. Aquilo que se viu foi o suficiente para acreditar que, aos 22 anos, Bebé está ainda a tempo de tudo. Desde a afirmação num clube de primeiro nível à conquista, por direito próprio, de um lugar na Seleção Nacional. Já não faltará muito para esse dia chegar.
C de Cardozo. Lamentável, vergonhoso, inaceitável. O paraguaio a empurrar Jorge Jesus e a apontar-lhe o dedo, na final da Taça de Portugal, no Jamor, é uma imagem que ficará para sempre. Por mais arrependido que esteja, Cardozo não tem hipótese: não se pode perdoar o que não tem perdão. Atreveu-se a quebrar uma regra sagrada e chegou onde ninguém julgava ser possível – no final de uma época em que também já tinha dado um safanão em Pedro Proença. A única coisa que o Benfica pode fazer é ver-se livre do goleador. Nem que seja a preço de saldo.
D de DERROTADO. Nunca ninguém tinha perdido tanto em tão pouco tempo. Jorge Jesus viveu em estado de graça desde agosto, quando a época arrancou. Foram 10 meses em alta. Até que chegaram os 12 dias mais dolorosos da sua carreira. Campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal voaram e fizeram Jesus descer à Terra. O rosto da frustração vivida por 6 milhões.
E de ESTORIL. Notável trabalho de Marco Silva. A inédita qualificação para a Liga Europa é o que fica para a história, sim, mas a época dos canarinhos deve ser lembrada por outros motivos, em especial pela qualidade do futebol que o seu jovem técnico (35 anos) conseguiu implementar. O principal mérito no processo de jogo do Estoril está na forma como uma equipa pequena pode jogar no campo todo, como se de um grande se tratasse. O grande salto de Marco não deve tardar muito.
F de FERNANDO. Deve ser recorde mundial. Ou, pelo menos, anda lá perto. O médio brasileiro não perde para o campeonato desde fevereiro de... 2010!!! Adivinhe quem era, ainda, o treinador do FCPorto nessa derrota? Jesualdo Ferreira (Sporting, 3 - FC Porto, 0)! Daí para cá, os dragões perderam apenas mais um jogo para a Liga. Foi na época passada, em Barcelos. Só que Fernando não defrontou o Gil. Ou seja: está há 77 jogos consecutivos sem conhecer a derrota. Não perdeu para a Liga nem com Villas-Boas nem com Vítor Pereira. Incrível.
G de GOLeadores. Jackson impressionou na estreia em Portugal. Lima impressionou na estreia pelo Benfica. Steven Vitória impressionou porque, sendo defesa-central, apontou 11 (!) golos. Meyong e Éder impressionaram porque marcaram 13 vezes em apenas meia época. E Ghilas impressionou, sobretudo, pelo magnífico pontapé de bicicleta frente ao Sp. Braga: foi ali, em Moreira de Cónegos, que se fabricou o melhor golo da época. Foram eles os grandes “matadores” do ano.
H de Heynckes, JUPP. Venceu o campeonato da Alemanha e bateu todos os recordes possíveis: mais pontos, mais golos marcados e menos golos sofridos. Venceu igualmente a Liga dos Campeões, tendo, pelo caminho, cometido a proeza de atropelar a melhor equipa da história do futebol (Barça) com um impiedoso 7-0 no conjunto das duas mãos. Ora, um treinador que consegue tal proeza merece ser considerado o melhor da atualidade. Nem Guardiola (em “descanso”), nem Mourinho (em maré baixa), nem Del Bosque, nem qualquer outro: o melhor de 2012/13 é o sr. Jupp!
I de IVANOVIC. Matou o sonho do Benfica aos 90’+3 da final da Liga Europa. Canto batido por Mata, a bola a subir muito, bombeada, e um gigante sérvio a movimentar-se, à vontade, na área encarnada. Entre Jardel e André Almeida, a cabeçada fatal. O Benfica vinha de uma derrota traumática no Dragão, quatro dias antes, e precisava desta vitória europeia, em Amesterdão, para afastar as maldições anunciadas. Falhou. Foi a 7.ª derrota consecutiva em finais da UEFA, onde as águias já não estavam desde 1990. Salvou-se a exibição, uma das melhores da época.
J de JOÃO MOUTINHO. Quando ele “espirrou”, ali entre fevereiro e março, o FCPorto e a Seleção Nacional constiparam-se. A influência de Moutinho na(s) sua(s) equipa(s) cresce a cada ano que passa. Tem a rara capacidade de jogar sempre da mesma forma, chame-se o adversário Barcelona ou Valpaços. Voltou a ser campeão pelo FCPorto (três vezes em três anos!), passou a relacionar-se melhor com o golo e viu a época coroada com a transferência para o Monaco, por 25 milhões de euros. Valor “insignificante”, para um jogador que nem deveria ter preço.
K de KELVIN. Podem passar 20 ou 30 anos. Ninguém esquecerá. Sempre que se falar no “pontapé do Kelvin” qualquer adepto do FC Porto (ou do Benfica) vai recordar o que aconteceu naquele minuto 90+2 do clássico entre dragões e águias, à 29.ª jornada. Foi tão marcante e decisivo que se torna impossível esquecer: a recuperação de Varela, a bola a chegar a Liedson, o passe para Kelvin, a corrida de Roderick e o remate cruzado. Jesus ajoelhou-se e o campeonato acabou aí, nesse instante.
M de Matic. Se o futebol tivesse alguma lógica, as exibições monstruosas deste médio sérvio mereciam, só por si, a conquista de um troféu. Mas não foi o que aconteceu. Matic jogou, jogou, jogou... e acabou sem qualquer conquista. Foi o suporte do Benfica durante grande parte da época. Houve noites em que, sozinho, “encheu” o meio-campo das águias. Poderoso na recuperação defensiva (como Javi) e criterioso na saída para o ataque (como Witsel), Matic foi... tudo neste Benfica. Acabará num gigante europeu.
L de Lima. Ninguém foi mais “vice” do que ele: 2.º classificado no campeonato e 2.º na lista dos melhores marcadores, atrás de Jackson. É verdade que fez uma grande época de estreia no Benfica e que cumpriu, inclusivamente, um sonho antigo: 30 golos numa temporada. O problema é que parece ser mesmo aquilo a que se chama um “pé frio”: aos 29 anos, Lima não tem qualquer título na carreira. Já perdeu, aliás, duas finais da Liga Europa. Fica-lhe a consolação de ter sido um dos melhores do Benfica, ao mesmo nível de Matic e Enzo.
N de Neto. Um caso extraordinário de evolução: fez a pré-temporada no Nacional da Madeira, transferiu-se em agosto para o Siena e mudou-se em janeiro para o Zenit, que pagou por ele 6,5 milhões de euros. Como se não bastasse, ainda mereceu a confiança de Paulo Bento na Seleção Nacional. Não há muitos casos semelhantes. Rápido, com bom jogo posicional e com uma qualidade técnica que não é fácil encontrar num central. Com uma pontinha mais de agressividade pode vir a ser um caso muito sério.
O de OURO. Num campeonato onde desfilaram talentos como Jackson Martínez, Salvio, Lima, Matic, Enzo Pérez, João Moutinho, Lucho ou James Rodríguez, o jogador mais pontuado pelos jornalistas do Record foi... Luís Carlos Pereira Carneiro: Licá. O extremo do Estoril fechou a época com 98 pontos, mais 3 do que o segundo classificado, Jackson. O prémio para a sensacional evolução de Licá (Marco Silva descobriu-o no Trofense) foi a transferência para o FCPorto. Aos 24 anos, está preparado para as mais altas exigências.
P de Paços de ferreira. A prova de que não há impossíveis: com um orçamento de 3,5 milhões para a época (menos do que Jorge Jesus custa ao Benfica por mês...) e com um treinador a estrear-se na Primeira Liga, o Paços terminou em 3.º lugar e reservou um lugar no sorteio da 3.ª pré-eliminatória da Champions, ao lado da nata europeia. Paulo Fonseca, o pai da proeza, herdou uma equipa que tinha acabado de perder “apenas” três dos seus melhores jogadores: Luisinho, Michel e Melgarejo. Brutal!
Q de QuATRO. O número de treinadores do Sporting nesta edição da Liga: Sá Pinto, Vercauteren, Oceano e Jesualdo Ferreira. Diz praticamente tudo sobre o caos que foi 2012/13 em Alvalade: 7.º lugar no campeonato (pior classificação de sempre) e fora das competições europeias pela segunda vez. Como se não bastasse, a meio da época os leões já estavam fora da Taça da Liga, da Taça de Portugal e da Liga Europa. Entre janeiro e maio, com eleições pelo meio, a equipa tentou apenas evitar o desastre anunciado. Pior não deve ser possível.
R de “Rei PATRÍCIO”. Foi o melhor leão em campo em mais de 50% dos jogos. Cresceu ao mesmo tempo que a equipa batia no fundo. Mais regular, mais confiante, mais influente. O Sporting tem na baliza o seu jogador mais importante. Patrício vale hoje 10 a 12 pontos por época. Problema sério: o guarda-redes tem clubes importantes interessados, tem valor de mercado e pode mesmo ser o próximo a deixar Alvalade. Substituí-lo não será fácil. Mas por tudo o que já provou, quer no Sporting quer na Seleção Nacional, Rui Patrício merece chegar ao topo.
S de SUPER. Os números que Pinto da Costa já acumula na presidência do FCPorto são quase pornográficos. Em 31 anos são 20 títulos de campeão nacional – para não falar em troféus internacionais, Taças de Portugal ou Supertaças. A obra de PC confunde-se com a história do próprio clube quando se constata que o atual líder dos dragões tem 20 dos 27 campeonatos do FC Porto! Quando Pinto da Costa chegou, em 1981, o resultado era este: Benfica, 24 – FC Porto, 7. Hoje é Benfica, 32 - FCPorto 27. Impressionante.
T de Tatuado. Lucho González, pois claro! Não deve existir um caso igual no futebol mundial: seis épocas num clube, seis vezes campeão nacional. El Comandante é a alcunha perfeita para aquele que voltou a ser em 2012/13 os olhos e o coração do dragão. Lucho já não corre os 12 ou 13 quilómetros por jogo. Já são muitas as vezes, aliás, em que não cumpre os 90 minutos. Não é por isso que perde influência na equipa: parece ver o jogo num plano superior e toma sempre a melhor decisão. Tem sabido envelhecer. Que craque!
U de ÚNICO. Houve momentos da época em que Vítor Pereira pareceu estar sozinho. E houve outros em que esteve mesmo: em março, no mês mais difícil (empates frente a Sporting e Marítimo e afastamento da Liga dos Campeões, em Málaga), o treinador do FCPorto deve ter sido o único a acreditar que a história podia acabar bem. E acabou mesmo: bicampeão nacional e sem qualquer derrota. Uma lição para os que acham que o estilo é tudo e que um homem mais discreto está condenado ao fracasso. A competência acima de tudo!
V de VENCEDORES. Rui Vitória e Vitória de Guimarães: a combinação perfeita. Juntos tocaram o céu, no último domingo, quando Ricardo desferiu o pontapé que virou a final contra o Benfica e deu ao clube minhoto a primeira Taça de Portugal. Um dia histórico a culminar uma temporada sofrida, sempre em esforço, mas que acabou com um justo prémio. Trabalho de qualidade superior com a assinatura de um dos melhores treinadores da nova geração: Rui Vitória. Se não for ainda desta vez, não irá demorar muito. Um grande é a próxima paragem.
W de WITSEL. Fez três jogos pelo Benfica em 2012/13, despediu-se dos adeptos após o jogo com o Nacional da Madeira e partiu para a Rússia. O Zenit contratou-o em cima do fecho de mercado por um valor que é, até ver, a melhor venda na história das águias: 40 milhões de euros. Um ano antes o belga tinha chegado à Luz, pela mão de Rui Costa, por 8 milhões. Um negócio extraordinário para os encarnados, que só não foi ainda melhor porque faltaram títulos a Witsel na sua passagem por Portugal. Um 8 perfeito, que cabe em qualquer equipa de topo.
X de XIS. A Naval foi a equipa com mais empates nos campeonatos profissionais: 18 em 42 jogos. Ou seja, a equipa orientada por Álvaro Magalhães (assumiu o comando técnico à 8.ª jornada, sucedendo a Filipe Rocha) empatou 42,8% dos jogos que disputou na 2.ª Liga – numa época em que o clube da Figueira da Foz foi mais falado por problemas financeiros do que por outro motivo qualquer. Na Liga maior, o rei dos empates foi o sensacional Paços de Ferreira: 12 em 30 jogos: 40% certinhos. Sem tirar nem pôr.
Y de YOUTUBE. O famoso site de partilha de vídeos chegou aos 60 posts com a famosa cena do empurrão de Cardozo a Jorge Jesus, no Jamor. De todos os vídeos descarregados sobre o assunto, um deles já ia ontem à noite em 308.961 visualizações. Tudo somado, o episódio já tinha sido visto na internet mais de 1 milhão de vezes. Sinal dos tempos.
Z de ZAGUEIRO. A definição, no Brasil, é para aquele “jogador que ocupa o espaço entre a linha média e o golo”. Como o próximo Campeonato do Mundo, em 2014, é precisamente no Brasil, vale a pena ir apostando num nome que pode vir a ser uma das revelações da competição: Mangala, pois claro! O defesa de 22 anos, recentemente convocado por Didier Deschamps para a seleção francesa, foi um dos pilares do FCPorto esta época. Tempo certo de salto, capacidade de impulsão, agressividade, velocidade e poder de choque. Quem o levar do Dragão, um dia destes, não contrata um jogador: contrata um muro. Será a próxima venda milionária de Pinto da Costa. Nunca menos de 30 milhões.
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