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Abel Costa: «Só expulsei dois jogadores»

Desde 1975, quando deixou de ser dirigente, que não assiste a um jogo...

Abel Costa: «Só expulsei dois jogadores»
Abel Costa: «Só expulsei dois jogadores»

Abel da Costa foi um dos primeiros árbitros internacionais portugueses. Hoje, completa 100 anos enquanto aguarda pela renovada carta de condução que lhe vai permitir fazer todas as semanas o percurso Fão (onde reside)-Guimarães (onde tem também uma casa).

Na semana em que celebra o seu centenário, o antigo árbitro português abriu as portas da sua casa a Record e também o baú das suas recordações.

“Tenho cartão vitalício da FPF para ir aos jogos mas desde que deixei a arbitragem, já na qualidade de dirigente, em 1975, nunca mais fui ver um jogo de futebol”, conta-nos quem, porém, gosta de ver jogos na televisão e também “que o FC Porto, o clube da minha cidade, ganhe”.

É difícil imaginar como era o futebol no tempo em que Abel da Costa apitava. Avisa-se desde já: a bola não era quadrada. “Era outro tipo de futebol, menos intenso, menos físico, mais artístico, um tempo em que os árbitros nada ganhavam para apitar os jogos para além de uma pequena compensação para as despesas”, faz sentir Abel da Costa, que sempre defendeu que os árbitros “devem ser dirigidos pelos próprios árbitros”, como aconteceu no tempo da Comissão Central de Árbitros, que integrou até se afastar da arbitragem.

Apesar de ter sido árbitro num tempo que a nossa juventude dificilmente conseguirá imaginar, até porque essas memórias dificilmente chegam ao YouTube, Abel da Costa concorda com a introdução das novas tecnologias na arbitragem. “Desde que se seja de boa fé”, acrescenta quem apitou muitos jogos e se orgulha deste facto: “Apenas expulsei dois jogadores, um do Benfica e outro do Sporting, ambos por agressões.”

“No meu tempo os jogadores eram bastante simpáticos para com os árbitros, não é nada do que hoje se vê por aí”, sublinha, sem querer destacar qualquer árbitro da atualidade, até porque o futebol não é sua prioridade. “Gosto muito de estar aqui no meu cantinho”, diz-nos, antes de nos abrir as portas do seu “museu”.

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