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Depois de 17 anos na noite, Tito Sampaio quer fazer carreira no futebol...
Tito Sampaio mudou por completo o paradigma da sua vida. Há 3 anos abandonou a atividade profissional de segurança noturno para se dedicar em exclusivo à carreira de treinador de futebol. Daí para cá foi campeão distrital pelo Montelavarenses, subiu o clube de divisão e, esta temporada, no Algueirão, lidera a Série 2 da 2.ª Divisão da AF Lisboa. Depois de 17 anos na noite – 8 dos quais como porteiro do Plateau, emblemática discoteca de Lisboa – Tito garante ser este o rumo que pretende continuar a seguir.
“Tudo na vida tem o seu fim. Achei que não conseguia conciliar as duas profissões (n.d.r.: durante 6 anos foi treinador e segurança noturno) e optei por me dedicar ao futebol. A paixão pela modalidade surgiu em 2003, em Leiria, e decidi então tirar o curso de 1.º nível. Depois fui convidado pelo Abel Silva (n.d.r.: ex-defesa do Benfica) para ir com ele para o Juventude Castanheira, onde fomos campeões da 1.ª Divisão Distrital e finalistas da Taça, e mais tarde para o Benfica, onde fui seu adjunto e também prospetor do clube”, conta a Record.
Um líder
Durante os 17 anos como segurança noturno, Tito adquiriu valências que hoje são mais-valias no trabalho diário enquanto treinador.
“A minha vivência profissional permite-me saber estar no balneário, falar com os árbitros e explanar as minhas ideias aos jogadores. Penso que um bom treinador tem de ser um líder, um gestor de recursos humanos. Sempre fui porteiro e a imagem da casa (Plateau)”, explica. “No início do ano não estava a treinar, fui convidado pela direção do Algueirão a dois dias do primeiro jogo oficial e aceitei de pronto. Agarrei logo o grupo de trabalho, unido e humilde, que se entregou aos meus métodos. Vamos atacar a subida e a ideia é colocar o Algueirão na Divisão de Honra e, depois, na 2.ª Nacional”, diz.
Discoteca
Em sentido lato, a vida de jogador de futebol não se dissocia de alguma diversão noturna, e a tudo o que isso tem de bom e mau. Uma situaçao que para uns pode ser um problema, mas que para Tito não passa de uma questão banal.
“Sempre tive grupos de trabalho regrados. Aliás, dei-lhes liberdade total e nunca tive problemas. Os jogadores conseguem perceber que há alturas para trabalhar e outras para brincar. Em Montelavar era eu que os convidava para ir à discoteca onde trabalhava para eles conhecerem a minha outra face. Percebo perfeitamente que a vida de jogador de futebol profissional esteja relacionada com notoriedade e exposição mediática”, diz.
Sem saudades da vida noturna
Tito Sampaio cumpre a sua 3.ª temporada como treinador principal e é, em simultâneo, empresário em nome individual. A vida de segurança noturno, afirma, “não deixou saudades”, apesar dos 17 anos no ramo. “Sinto falta apenas dos meus colegas, mas estou muito bem assim. Ganhei o vício de vencer e perdi o de contar apenas comigo. Na noite temos de ser 150 por cento capazes. Quando deixei essa vida percebi que tudo se faz em equipa. Sozinho não conquisto nada”, refere.
«André Carvalhas tinha cheirinho a Chalana»
Nos juvenis B do Benfica (2004/05), então como treinador-adjunto de Abel Silva, Tito Sampaio foi campeão nacional e teve a oportunidade de orientar jogadores como Miguel Vítor, André Carvalhas ou Miguel Rosa.
“O Carvalhas tinha um cheirinho a Chalana. Era pequeno, de cabelo encaracolado, e curvava-se um pouco sobre a bola. Tínhamos uma boa equipa, mas os nossos flancos é que desequilibravam, através dele e do Miguel Rosa. Na altura, lembro-me que o Rosa era muito tímido e hoje está completamente diferente, até é capitão de equipa. Puxámos muito por ele porque tinha muito futebol nos pés e tinha que desabrochar”, relembra.
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