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António Oliveira, Artur Jorge e Toni preveem contributo importante...
Ninguém quer melindrar o primeiro e mais importante direito de Paulo Bento na qualidade de atual selecionador nacional: a decisão de chamar ou ignorar Fernando passa somente por ele. No entanto, e de uma forma geral, quem já arcou com a mesma responsabilidade não deixa de fazer notar o contributo importante que o médio poderá dar à Seleção Nacional.
“Não sendo favorável a todo o tipo de naturalizações, entendo que há casos em que se devem abrir exceções. Se os jogadores tiverem uma ligação histórica aos países que os acolhem, se tiverem crescido como homens e jogadores nesse país, como Fernando, que veio muito novo para Portugal, acho que merecem ser chamados se existir qualidade e forem uma mais-valia para o selecionador, como acontece neste caso”, afirmou, a Record, António Oliveira, numa opinião partilhada também por Artur Jorge: “Os melhores jogadores devem ser chamados e, se há um jogador que vai passar a ser cidadão português, logo, elegível, que está há tantos anos no nosso país, estou convencido que não há razões para não o convocar. Tenho um grande respeito pelo Paulo Bento, que está a fazer um grande trabalho, e estou certo de que decidirá o melhor para Portugal.”
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Também Toni notou a mais-valia que poderia resultar da convocação de Fernando e colocou-se ao lado de PauloBento em qualquer que seja a sua decisão: “As naturalizações são normais no futebol moderno e há que encarar a questão sabendo que nunca haverá consenso. O Fernando é uma peça nuclear do FC Porto, jogador de classe mundial e enorme cultura tática e técnica. Posto isto, em termos técnicos não há dúvidas, mas a decisão não passa só por aí. Seja quem for o selecionador, e neste caso é o Paulo Bento, estarei sempre ao seu lado da decisão final.”
Portas abrem-se um pouco mais
O interesse manifestado por grandes emblemas europeus na contratação de Fernando ao longo dos últimos anos deixa claro que o atual estatuto de extracomunitário do médio não seria um impedimento à sua contratação. No entanto, a iminente naturalização do médio, além de lhe possibilitar a chegada à Seleção Nacional, beneficia-o também do ponto de vista do mercado de transferências. Com o passaporte português na mão e em final de contrato com o FC Porto, Fernando verá as portas dos mais importantes mercados internacionais abrirem-se de par em par. Passada a limitação de extracomunitário, restará somente a de jogador estrangeiro.
Uma espécie de preconceito
Além da qualidade de Fernando, António Oliveira lembra as origens diversas de outros internacionais como um ponto a favor da integração do médio na equipa nacional. “As ligações históricas de Portugal às suas antigas colónias africanas permitem-nos ter atletas como Nani, Éder, Bruma ou William Carvalho, entre outros. Quando são brasileiros há sempre desconfiança. Com critério, definido pela qualidade e a vontade dos jogadores, só podemos ficar mais fortes.”
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