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Uma família axadrezada que se une sobretudo nos momentos mais duros...
Um apenas “abnegado” lateral-direito das camadas jovens do Boavista tornou-se, em 1997, presidente do clube. Não foi propriamente uma surpresa. O tal defesa que lutava muito mas não prometia carreira de craque da bola era o filho mais velho de Valentim Loureiro, o major do exército na reserva que chegou ao Boavista apenas com a patente de capitão e transformou o clube numa minipotência do futebol nacional.
João Eduardo Pinto de Loureiro nasceu na freguesia portuense do Bonfim no dia 9 de outubro de 1963. Filho primogénito de Valentim e Joaquina. O Boavista Futebol Clube militava então no 2.º escalão do futebol nacional, depois de passagens esporádicas pelo escalão principal. Ainda na gloriosa década de 60 do século passado, o clube axadrezado iria descer à 3.ª Divisão, regressando ao convívio dos grandes em 1968, para aí se quedar durante longos anos até ao… Apito Final (2008).
Presidente durante dez temporadas, campeão nacional em 2001, duas vezes vice-campeão, João Loureiro levantou uma Taça de Portugal e uma Supertaça e tornou realidade o sonho do pai. Esta semana, depois de um hiato de cinco anos, regressou à presidência do Boavista e, como sempre, tem a família Loureiro do seu lado. Melhor será dizer, sem qualquer carga negativa, o clã Loureiro.
A família de que Valentim Loureiro é patriarca nem sempre está de acordo mas na chamada hora da verdade cerra fileiras. A tradição continua a ser o que era: todas as sextas-feiras, o clã reúne-se na casa do patriarca para jantar e reforçar os laços. Valentim, Joaquina (a patroa da casa e, diz-se, sempre influente nas carreiras de todos) e os filhos João, Jorge, Nuno e Daniela, mais as respetivas proles. O primeiro licenciou-se em Direito, o segundo é economista como a mãe, o terceiro é arquiteto e a única rapariga é vereadora na Câmara Municipal de Gondomar, no executivo presidido pelo pai desde 1993. O futebol sempre esteve no sangue da família Loureiro. Valentim entrou no clube em 1968.
O clube até aí tinha sido dirigido por algumas das melhores famílias ligada à indústria portuense e fora campeão da 2.ª Divisão em 1950 mas não conseguira afirmar-se no escalão maior. Quando Valentim se tornou seu dirigente estava mesmo na 3.ª Divisão. Já com ele no comando do futebol e Cordeiro dos Santos na presidência, o Boavista dispara e na época de 1969/1970 está de novo entre os grandes. Onde surge o tal Boavistão também com a marca de Valentim, que acaba por suceder na presidência, em 1978, a Mexia Alves. Valentim Loureiro tornar-se-ia presidente do Boavista e conquistaria logo uma Taça de Portugal e a primeira Supertaça da história do futebol português. Era o início de um reinado de 19 anos com curto hiato no início dos anos 80 quando Valentim perdeu as eleições para Taveira da Mota, que rapidamente renunciaria ao cargo.
João Loureiro tinha dez anos quando o Campo do Bessa deu lugar ao Estádio do Bessa, um processo conduzido por José António Pinto de Sousa, o antigo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF que esteve ao lado de Valentim Loureiro no dia 20 de abril de 2004, no momento em que “rebentou” o processo Apito Dourado. Ambos foram detidos para interrogatório e, nessa condição, Valentim Loureiro permaneceu 87 horas. Foi um dos piores momentos vividos pela família Loureiro. Após as buscas, é para João que dona Joaquina telefona primeiro. Quando regressa a casa, Valentim é recebido com um sentido abraço pela filha Daniela, que é, diz quem conhece bem a família, a que tem uma personalidade mais parecida com a do pai.
Um pai que era presidente da Liga de Clubes – depois de muitos anos a lutar pela afirmação desta instituição, com génese no tempo em que se tornou líder dos axadrezados – quando o Boavista se tornou campeão em maio de 2001. Quatro depois de suceder ao pai, João Loureiro conseguia fazer do Boavista campeão nacional de futebol. Nessa semana a reunião do clã, em casa de Valentim e Joaquina, foi especial. O Boavista, afinal, nunca deixou de ser um dos “pratos” da ceia familiar.
A partir desta semana, na mesa voltar-se-á a sentar-se um presidente do clube axadrezado. João, II.
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