Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
"Faltou ter sido internacional e jogar no meu Benfica", considera o médio ...
Em 1997, Zé Luís transferia-se do Cabeça Gorda, então na 3.ª Divisão, para o Salgueiros. Alterava por completo o paradigma da sua vida à procura de um objetivo comum ao de tantos outros jovens: ser jogador profissional de futebol.
“Foi um sonho. A adaptação foi difícil porque saí de Beja para o Porto, uma das maiores cidades de Portugal. Mas com a ajuda de Carlos Manuel e Agatão” – responsável pela sua ida para Paranhos – “as dificuldades foram superadas. Éramos uma família”, conta o alentejano à reportagem de Record.
Relacionadas
O médio Zé Luís estava a desfrutar de uma oportunidade para se afirmar no escalão maior do futebol português, e tinha todas as condições para o conseguir. Mas, sem se aperceber, desde cedo começou a contornar os caminhos da fama, efémera. “Num jogo frente ao V. Guimarães marquei o segundo golo e fiz a assistência para o terceiro. No final, o empresário Jorge Mendes veio ter comigo e disse-me. ‘Zé, temos de falar um dia destes.’ Acabei por lhe responder que seria quando ele quisesse. Bem, se fosse hoje tínhamos conversado logo ali. Ainda estou à espera dessa conversa...”, recorda, nostálgico.
Ídolo
A carreira de Zé Luís poderia ter sido, portanto, diferente. Mas na 1.ª Divisão, além do Salgueiros, o médio jogou ainda no Campomaiorense, e tanto num clube como noutro teve o privilégio de ser treinado pelo seu ídolo, Carlos Manuel. “Talvez seja a minha referência por ter jogado na mesma posição que eu, ter sido o n.º 6 ou até mesmo pelo facto de termos nascido no dia 15 de janeiro. Chorei quando marcou aquele golo à Alemanha, que garantiu a qualificação para o Mundial de 1986. Como treinador é uma pessoa frontal e muito profissional. Gosta de futebol bonito”, afirma.
Em Paranhos, curiosamente, foi companheiro de equipa de Deco... seu suplente. “Sim, é verdade. Era eu quem jogava! Mas depois ele demonstrou toda a sua qualidade. Era capaz de fintar uma equipa e executava muito bem as bolas paradas. Foi um amigo. Mais tarde, já ele estava no Barcelona, encontrámo-nos e recordámos alguns desses momentos”, afirma.
Depois, concretamente a partir da época 2001/2002, Zé Luís continuou a sua carreira pelas divisões inferiores do futebol português. Hoje, com 38 anos, representa o Desportivo de Beja. “Jogarei até que as pernas o permitam, por amor à camisola. Sinto que posso ajudar o clube. Idealizei acabar a carreira aqui”, conta, fazendo uma retrospetiva.
“Não me arrependo de nada. Faltou, claro, ter sido internacional e jogar no meu Benfica. Agora só se forem 5 minutinhos”, diz, entre sorrisos. Depois de terminar a carreira, “daqui a 2 ou 3 anos”, pretende continuar ligado ao futebol. “Tenho o 1.º nível de treinador e gostava de tirar o 2.º. Julgo que tenho capacidades para ser treinador. Seria um sonho. No distrito, a cadeira do Desportivo de Beja é a mais apetecível”, diz.
Pormenor - 3 épocas
No escalão principal, Zé Luís somou 30 jogos – Salgueiros 1997/98 (16) e 98/99 (5), e Campomaiorense 2000/01 (9) – e marcou 2 golos.
Chapéu a Espinha do meio-campo
O antigo jogador Agatão, também ele de Beja, tratou da transferência de Zé Luís para o Salgueiros. A caminho do Porto, com o amigo Rui Casimiro, Zé Luís ia a pensar como seria a experiência e idealizou, logo ali, fazer um golo de meio-campo no primeiro treino. E a verdade é que o conseguiu, tal e qual como o arquitetou na sua cabeça. Na primeira sessão de trabalho, recebeu a bola no meio-campo e, de pronto, rematou à baliza, fazendo um chapéu ao guarda-redes... Pedro Espinha. “Penso que a partir daí as coisas se tornaram mais fáceis para mim”, conta, orgulhoso.
Boleias de Silvino para o Porto
Nas duas épocas que jogou no Salgueiros, Zé Luís teve, também, o privilégio de ser companheiro do antigo internacional Silvino – hoje treinador de guarda-redes do Real Madrid. Um guardião, na altura, com “ambição desmedida”, sublinha. “Ia muitas vezes para o Porto com ele de carro. O plantel tratava-o por Bininho [risos]. Era muito profissional, e não gostava de perder ou sofrer golos nas peladinhas. Ainda era titular pela Seleção Nacional, o que demonstra bem a sua qualidade”, refere o centro-campista alentejano, acrescentando: “Na altura já se percebia que poderia vir a ser um grande treinador de guarda-redes. O Silvino é uma vedeta internacional.”
Pelo segundo ano, a Gala das Campeãs foi um verdadeiro sucesso e com emoção à mistura
Equipa de Filipa Patão sagrou-se tetracampeã e conquistou as Taças da Liga e de Portugal
Barcelona, Lyon, Bayern Munique e Chelsea voltaram a ser campeões
Agente e fundadora da Teammate Football Management esteve em conversa com Record
A história de amor que está a apaixonar a Argentina. Tudo começou antes de um jogo...
À margem dos prémios Laureus, o antigo craque falou ainda das esperanças que coloca na Seleção para o Mundial'2026
Triunfo tranquilo por 4-0 frente ao Al Wasl de Rui Vitória
O médio foi observado pelas águias que não contactaram o Veneza nem os representantes do médio