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A HISTÓRIA deste jornal também se traça em artigos definidos na arte delicada e alegre de dizer coisas sérias. Esses artigos têm género, humor, e número, plural.
O humor, em Record, sempre foi plural. Porque foram vários os artesãos, diferentes os estilos. E a graça de todos revelou-se de duas formas: desenhada e escrita.
Os administradores das histórias -- das boas e das más -- dos homens do Desporto indígena lembram os anacoretas: vivem na solidão da criatividade e têm, naturalmente, o lado religioso, que se exprime através da crítica, da farpa, da piada.
Da "crónica 100 graça", passando pela "Gazetilha" e pela "Ficção ou talvez não", até ao "Futebol, Futebol", há uma secção que sempre tocou particularmente nas consciências dos nossos leitores. Fala-se, obviamente, de "Bate-Fundo".
Mas se o humor, sob a forma de escrita, na maior parte dos casos, resulta de um trabalho de equipa ou da criatividade individual dos jornalistas, que assinam com pseudónimo, passando, por isso, anónimos, em matéria de desenho os trabalhos têm rostos visíveis. E são vários, com nome e renome, como se pode constatar nestas páginas. Também eles, a brincar, conseguem traçar cenários sérios. Com mais deformação ou menos excesso.
Mas, sempre, com humor. Acutilante.
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NATALINO -- Foi o precursor do humor desenhado nas páginas deste jornal, criando as caricaturas numa pequena prancha dentro da tabacaria onde vendia cigarros e jornais. A dimensão dos seus "bonecos" era proporcional, dizia, ao tamanho da prancheta. Modéstias...
PARGANA -- Amigo e discípulo de Stuart de Carvalhais, tinha uma ligação íntima com o Desporto, área onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho. Pode considerar-se um dos maiores humoristas desportivos de sempre. Lesto a captar as imagens, desenhava de forma espontânea. A caricatura era a sua arma, que se manifestava na expressão humorística e na deformação como humor
RELVAS -- É irreverente a desenhar e possui um grande domínio da forma humana. Artista com um traço muito expressionista, revela um humor prático, inteligente. É um artista de assinalável valor, canalizando todo o saber para a banda desenhada
ANTÓNIO NUNES -- Sabia aliar a grande capacidade técnica à naturalidade do traço e à simplicidade da deformação, que, assinale-se, era impressionante. Se juntarmos a todos estes vectores o olhar crítico dos seus trabalhos, é lícito escrever-se que se tratava de um superdotado
ANTÓNIO LARANJEIRA -- Faz sempre o "manguito" aos excessos do Desporto, escolhendo um cenário satírico para sobrevalorizar o fantástico domínio do retrato-caricatural. Este articulista da caricatura, apesar de ser um dos mais jovens profissionais do ramo, face ao traço e humor revelados, já é um artista consagrado
ZÉ MANEL -- O desenho diário, em Record, durante cerca de um ano, explica a grande capacidade de um artista de traço firme, que, nas nossas páginas, se concentrou no domínio do "cartoon", construindo, preferencialmente, moçoilas sensuais
QUEM É QUEM
Nome: Carlos Manuel da Silva Laranjeira
Naturalidade: Lisboa
Idade: 28 anos
Formação universitária: licenciado em Design de Comunicação
Início da actividade: 1990, em Record, onde se mantém
Actividades extraprofissionais: um livro editado, participação em inúmeras exposições colectivas e individuais, não só no âmbito do cartoonismo, em Portugal e no estrangeiro
Galardões: 1990, Prémio Francisco Zambujal; 1993, Prémio Ilustração de Imprensa; 1995, menção honrosa no concurso da elaboração do Catálogo Jovem Designer; 1999, terceiro prémio da Região de Turismo da Serra do Marão
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