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Record - Quando se caminha a passos largos para o início dos Jogos Olímpicos, como tem sido a preparação? Uma agenda cheia?
Catarina Costa – Falta precisamente um mês para a minha primeira prova nos Jogos Olímpicos e neste momento a preparação está a ser cada vez mais dura. Temos tido estágios da Seleção durante a semana e temos tentando melhorar os aspetos em que sentimos maiores dificuldades. Vamos tendo uma maior qualidade de treino, já que estamos cada vez mais perto da competição...
R - Sente alguma ansiedade por esta ser a sua primeira participação nos Jogos ou está tranquila?
CC – Não... Sinto ansiedade em pisar o tapete e poder lutar naquele dia [prova de estreia]. Não sinto propriamente pressão ou aquele nervosismo de ser a primeira vez. Encaro isso como algo natural. É mais uma competição, desde logo uma competição diferente, especial e quero aproveitá-la. Quero desfrutar todo o processo até lá e também depois os Jogos em si. Os treinos nem sempre são fáceis e, se puder desfrutar da minha preparação, acho que tudo será mais fácil e espero que possa correr bem. Mas não sinto pressão acrescida. Todos os dias dou o meu melhor e isso deixa-me de consciência tranquila.
R - Considera que chega no seu pico de forma?
CC – Falta um mês, mas até agora tenho-me sentido cada vez melhor, estou a melhorar a forma e ainda vou ter duas semanas com trabalho de tolerância lática, o que me irá levar ao limite. A partir daí, vamos aliviar a carga e trabalhar nas minhas técnicas, debilidades e explosão. Portanto, acho que posso chegar na minha melhor forma de sempre aos Jogos de Tóquio.
Por Filipe Balreira