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O presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), Jorge Fernandes, não tem dúvidas em afirmar que Portugal pode chegar às medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O Campeonato do Mundo da modalidade, em que a comitiva alcançou bons resultados graças à medalha de ouro de Jorge Fonseca na categoria dos -100kg e à de bronze de Anri Egutidze nos -81kg, permite ter aspirações altas, tal como defende Jorge Fernandes.
“Sem dúvida alguma que o balanço do judo nacional este ano é bastante positivo, tendo em conta o momento que o desporto atravessa devido à pandemia da Covid-19. Estamos a um mês - nem isso - de começar os Jogos Olímpicos e o judo segue numa senda positiva. Qualquer um dos atletas que vai aos Jogos Olímpicos pode lutar por medalhas. Estamos certos disso. Não só pelos resultados no passado, mas também por este ciclo recente. É bom recordar que, dos oito atletas que irão estar presentes nos Jogos [ver peça de apoio], seis deles chegaram às medalhas ou nos Europeus ou agora no último Campeonato do Mundo, em Budapeste. Os outros dois que não conseguiram as medalhas não tiveram tanta sorte, mas não quer dizer que não estejam melhor em Tóquio”, defende.
De resto, o líder da FPJ ainda acredita que Portugal pode levar nove judocas a Tóquio, no caso de existir uma repescagem de Rodrigo Lopes. “Ainda acreditamos que possa haver mais um atleta nos Jogos. Achamos que nos pode ser dada essa vaga. Está tudo em aberto”, considera, sendo que o judoca pode beneficiar de uma desistência.
Pandemia afetou clubes e federados
O judo acabou por ser uma das modalidades que mais saiu prejudicada devido à pandemia da Covid-19, já que foi considerada uma modalidade de alto risco. Tanto os atletas como os clubes sentiram dificuldades em lidar com a complicada situação provocada pelo novo coronavírus e o presidente da federação, Jorge Fernandes, explicou quais foram os principais constragimentos. “Temos tido os atletas todos em bolha há um ano e não tem sido nada fácil. Acarreta uma grande despesa tanto para os clubes como para a federação”, confessou o líder federativo. Além disso, Jorge Fernandes assume que a pandemia afetou igualmente o número de federados, mas não tem ainda números exatos para perceber o real impacto. “Ainda não acabou a pandemia e não conseguimos precisar. Sabemos é das dificuldades dos clubes. Alguns fecharam e ainda nem abriram...”, conclui.