Paralímpicos: esperança perante as dificuldades

José Manuel Lourenço, presidente do Comité Paralímpico, confia numa boa prestação

Em solo japonês, a delegação portuguesa iniciou a preparação para os Jogos Olímpicos num estágio realizado em Fujisawa, de forma a ultimar os preparativos para a participação na competição. Os vários atletas seguem com ambição rumo aos Jogos Paralímpicos, tal como defende o presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), José Manuel Lourenço. "Temos tido uma preparação cuidadosa e sempre a tentar precaver qualquer dificuldade que possa acontecer. Com sentido de responsabilidade, não podemos estar a fazer qualquer tipo de prognósticos ou exigências aos atletas devido a todo o contexto pandémico que viveram e sem muitas competições. É óbvio que queremos ter uma boa prestação, mas que isso não seja uma pressão para os nossos atletas. Queremos e sabemos que todos se vão superar", sublinhou o líder do CPP.

Também Marcelo Rebelo de Sousa deixou uma mensagem de incentivo aos atletas que competirão nos Jogos Paralímpicos. "Estamos a viver um grande ano para o desporto olímpico e paralímpico português, porque conseguimos converter dificuldades em sucesso. Já são um exemplo e vencedores", vincou o Presidente da República.

Durante o estágio que realizou em Fujisawa, a Missão portuguesa contou até com a visita do presidente da Câmara Municipal local, Tsuneo Suzuki. O governador deixou igualmente palavras de motivação aos atletas, além de ter recebido um galardão comemorativo dos Jogos Paralímpicos das mãos de Leila Marques, Chefe de Missão.

Pandemia deixa marcas no futuro

Apesar da confiança em relação à prestação de Portugal nos Jogos Paralímpicos, José Manuel Lourenço não deixou de analisar os impactos que a pandemia da Covid-19 teve no desporto, nomeadamente na vertente paralímpica. "É complicado. Estudos mostram que existem impactos muito significativos no desporto, nomeadamente no desporto para pessoas com deficiência. Sabemos que esta população está mais vulnerável ao vírus, portanto, é natural que existam muitas pessoas que não pretendam iniciar a atividade desportiva. Estamos convencidos de que a pandemia terá impacto no número de praticantes durante muitos anos. Isso acontecerá até as pessoas voltarem normalmente à prática desportiva. Não conheço qualquer atleta paralímpico que tenha iniciado a prática de desporto durante a pandemia, por exemplo...", considerou o presidente do CPP.

Sangue novo e experiência para combinação perfeita

A comitiva portuguesa que marca presença nos Jogos Paralímpicos de Tóquio conta com 33 atletas, alguns deles bem experientes nestas andanças, mas outros também a pisar o palco da maior competição internacional pela primeira vez na carreira. Os atletas estão distribuídos por oito modalidades (atletismo, badminton, boccia, canoagem, ciclismo, equestre, judo e natação), sendo que 17 deles são estreantes. De resto, entre o total de 22 modalidades presentes nestes Jogos Paralímpicos, badminton e taekwondo são novidades.

No que diz respeito ao badminton, Portugal estará até representado por Beatriz Monteiro, a atleta mais jovem da comitiva. Com apenas 15 anos, fará a sua estreia em Jogos, sendo igualmente porta-estandarte nos Paralímpicos, ao lado de Miguel Monteiro, campeão europeu e recordista mundial do lançamento do peso F40 (baixa estatura). Também Norberto Mourão e Alex Santos ficam ligados à estreia da canoagem portuguesa nos Jogos Paralímpicos.

Por outro lado, existem nomes com experiência na comitiva lusa em Tóquio. Desde logo, aos 49 anos, Maria Odete Fiúza (maratona T12) irá participar pela sétima vez nos Jogos Paralímpicos, enquanto José Carlos Macedo marcará presença na competição pela sexta ocasião. O atleta do Boccia já arrecadou seis medalhas (três de ouro, uma de prata e outras duas de bronze) para Portugal nos Jogos em que participou e pode igualar, em Tóquio, Paulo Coelho e Carlos Lopes (ambos do atletismo) como os únicos a garantir quatro medalhas de ouro. Na natação, Portugal contará com seis elementos, entre eles David Grachat, pela quarta vez nos Jogos, e Susana Veiga, campeã europeia.

Por Filipe Balreira
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