Triatletas nacionais talhados para ser destaque

Vasco Rodrigues realça veia vencedora dos lusos e garante nova ‘fornada’

• Foto: Paulo Calado

No triatlo português, difícil será… não sonhar alto. A modalidade – que apenas integra os Jogos Olímpicos desde 2000 – foi, rapidamente, sendo adjetivada de ‘a mais dura’, mas em Portugal tornou-se sinónimo de títulos. "Sempre tivemos atletas de topo e de todas as edições trouxemos, pelo menos, um diploma", diz, em conversa com Record, o presidente da Federação Portuguesa de Triatlo, Vasco Rodrigues, contextualizando que "o pior resultado foi um nono lugar do João Silva, em Londres".

E João continua a ser uma das figuras de proa da Seleção Nacional. "Esse leque de atletas de topo é constituído pelo João Silva, João Pereira, Melanie Santos, Helena Carvalho…", aponta Vasco Rodrigues, sem não deixar de sublinhar que o futuro também já está garantido – e já a fazer ‘estragos’: "O Vasco Vilaça [21 anos] foi vice-campeão do Mundo, é um grande potencial. E acabou, até, por nos mudar as perspetivas. Estávamos já focados em 2024, mas agora ficamos ansiosamente à espera do que vai acontecer no Japão, para percebermos se as contas abrem a possíveis qualificações para os Jogos."

Os resultados já estão à vista: Portugal fixou-se no segundo lugar do ranking europeu de juniores, em 2020. "Temo-nos assumido como uma das principais nações mundiais no que aos escalões de formação diz respeito", diz, relembrando ainda o caso de Melania, vice-campeã do Mundo de sub-23, o de Ricardo Batista, campeão do Mundo de juniores, ou o de Alexandre Montez, duplo medalhado nos Jogos Olímpicos da Juventude.

Desporto Escolar já está na mira

A pandemia obrigou a Federação Portuguesa de Triatlo a repensar. Esperava-se – e sobretudo com o segundo confinamento – "um impacto negativo nas escolas de formação, com um possível aumento na taxa de abandono que colocasse em risco a continuidade de alguns clubes".

Tal não se verificou e o presidente Vasco Rodrigues já levantou o véu sobre o que o está para vir: "Temos em andamento uma nova abordagem, virada para o Desporto Escolar. Isto pode ser revolucionário para a nossa organização, porque tocando e conseguindo captar alunos a experimentarem, criar-se-á uma estreita relação com os clubes e conseguiremos, seguramente, multiplicar a nossa base de formação. Temos toda uma perspetiva de sucesso à nossa frente." A ideia, explica o líder da federação, é converter, paulatinamente, o triatlo num "desporto para todos".

Por Rita Pedroso
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