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A Binance, a maior plataforma de negociação de criptomoedas do mundo, foi alvo do maior ataque de sempre no setor dos criptoativos. Segundo informação divulgada pela própria empresa, o ataque afetou até agora 6,3 mil milhões de dólares (5,63 mil milhões de euros ao câmbio atual) de ativos, dos quais três mil milhões (2,68 mil milhões) são relativos a ativos que foram congelados preventivamente.
A empresa já anunciou estar a colaborar com as autoridades em resposta ao ataque e também já tomou medidas de segurança adicionais. A Binance já confirmou também que vai cobrir todas as perdas registadas por causa do ataque e que os ativos dos utilizadores estão seguros.
"A investigação preliminar da Binance sugere que o incidente de segurança poderá estar relacionado com o acesso ao computador portátil de um engenheiro da equipa de DevOps, o que terá permitido a um atacante aceder a sistema de serviços e submeter transações de levantamento não autorizadas. Até ao momento, não encontrámos provas de qualquer roubo de chaves privadas de carteiras digitais", sublinha a Binance numa publicação na rede social X.
Em resultado do ataque, a Binance decidiu suspender todos os levantamentos na plataforma. Espera-se que a retirada de fundos do mercado de negociação de criptomoedas volte a ficar disponível no domingo, segundo o cofundador da empresa, Yi He.
No seguimento das notícias, a bitcoin caiu até 3,7%, caindo abaixo dos 79.000 dólares para mínimos de setembro, tendo posteriormente recuperado parte das perdas e negociando novamente acima dos 78.000 dólares.
Ainda assim, este incidente de cibersegurança pode trazer volatilidade à negociação de criptomoedas à medida que mais detalhes da investigação forem revelados. "A Binance tem uma dimensão tão expressiva no universo das criptomoedas que qualquer abalo na confiança na empresa acaba por afetar a confiança em todo o setor, sobretudo numa altura em que os investidores já estão apreensivos com o crescente potencial da inteligência artificial para realizar ataques informáticos", detalha Frederick Collins, presidente executivo da plataforma de dados de criptoativos Velo Data, citado pela Bloomberg.
A empresa de segurança ligada ao setor das criptomoedas TRM Labs atribui o ataque a um grupo cibercriminoso associado à Coreia do Norte, noticia ainda a agência de notícias financeiras. "A TRM atribui o ataque ao TraderTraitor, a unidade de elite de pirataria informática da Coreia do Norte, com base em dados de segurança robustos e não ligados à blockchain. Fazemos este juízo com elevada confiança", sublinhou a TRM numa nota divulgada.
Este torna-se assim o maior ataque informático relacionado com criptoativos. O incidente de referência até agora ocorreu em fevereiro de 2025, quando piratas informáticos conseguiram roubar cerca de 1,5 mil milhões de dólares em criptoativos da plataforma Bybit.