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Os sócios do Vitória vão reunir-se esta sexta-feira, pelas 20 horas, para decidir se aceitam ou não a venda de 17% do capital social da SAD ao fundo V Sports, já detentor de 29%. No fundo, caso esta proposta seja validada na reunião magna, o segundo maior acionista passa a deter uma parcela de 46% das ações. Em contrapartida, o Vitória cede parte da posição e fica com 50,84%, ao invés dos atuais 67,84%, sem que isso implique perder a maioria do capital e o poder de decisão no Conselho de Administração, cuja nova composição se encontra explicada no quadro que acompanha esta peça.
A ideia é resgatar o modelo previsto e aprovado pelos sócios em 2023, aquando da entrada do fundo na SAD, ainda que com ligeiras diferenças. Apesar disso, o tema tem sido alvo de um grande debate e prevê-se que a reunião magna seja quente.
Na perspetiva da atual direção, o reforço da parceria é vital para o futuro do Vitória em vários aspetos, que vão da área financeira até à componente desportiva. Opinião diferente tem a oposição nas anteriores eleições, que tem sido bastante vocal quanto aos perigos deste passo, sobretudo numa fase em que a posição financeira da SAD é frágil.
Argumentos a favor, argumentos contra, mas quem irá decidir se a venda avança ou não serão os associados do Vitória. Têm a palavra os sócios.
Por Pedro Morais