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PJ encontra "elementos relevantes" em buscas à cela de neonazi Mário Machado

PJ encontra "elementos relevantes" em buscas à cela de neonazi Mário Machado

As buscas à cela de Mário Machado resultaram na apreensão de "elementos relevantes para a investigação" da organização criminosa de ideologia neonazi, o Grupo 1143, desmantelada hoje pela PJ, revelou aquela polícia.

"Confirmamos que fizemos buscas na cela da pessoa mencionada [líder do Grupo 1143, Mário Machado] e que foram apreendidos elementos relevantes para a investigação...que serão analisados no quadro das ações que ainda temos de desenvolver", revelou a diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), Patrícia Silveira, em conferência de imprensa, na sede da PJ, sem revelar que elementos foram encontrados.

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A investigação decorre no âmbito da operação "Irmandade", sendo que 37 pessoas foram detidas e mais 15 suspeitos foram constituídos arguidos.

Segundo a diretora, estão em causa os crimes de discriminação incitamento ao ódio e à violência, associação criminosa, ameaça contra a prática de crime de ofensas à integridade física qualificada e financiamento para a associação criminosa.

Um elemento da Polícia de Segurança Pública (PSP) e um militar estão entre os 37 detidos na operação da PJ, indicaram hoje fontes policiais e ligadas à investigação.

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Os 37 detidos, entre os 30 e os 54 anos, "adotavam e difundiam a ideologia nazi, inerente à cultura nacional-socialista e extrema-direita radical e violenta, agindo por motivos racistas e xenófobos, com o objetivo de intimidar, perseguir e coagir minorias étnicas, designadamente imigrantes".

Patrícia Silveira revelou que os detidos são de vários pontos de Portugal Continental e que a organização criminosa está estruturada com uma hierarquia.

"Havia pessoas que tratavam do financiamento, havia pessoas que tratavam da parte logística, da organização de eventos, encontros e tudo mais", acrescentou Patrícia Silveira.

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A associação criminosa era financiada com a venda de elementos de ?merchadising? e materiais que os membros fabricavam, ou seja, simpatizantes e elementos do Grupo 1143.

A diretora disse ainda que o grupo neonazi não tinha nenhuma ação preparada, mas existia a intenção de realizar um ato criminoso.

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O diretor nacional da PJ, Luís Neves, também presente na conferência de imprensa, indicou que a organização neonazi tinha ligações internacionais, com outros de grupos de vários países da Europa que se identificavam com a mesma matriz ideológica, destacando que os membros se deslocam entre os territórios.

Durante a operação, que começou em fevereiro de 2024 com base numa denúncia, foram apreendidas armas de fogo, armas brancas, entre outras ilegais, material alusivo à extrema direita e à ideologia nazi, segundo Patrícia Silveira , indicando que foram realizadas 67 buscas domiciliárias e não domiciliárias do norte ao sul do país, sobretudo no litoral do país.

Luís Neves disse ainda que os crimes de incitamento ao ódio aumentaram, em Portugal, sendo que passaram de nove para 67 casos, entre 2019 e 2025.

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O líder do Grupo 1143, Mário Machado, dava indicações à organização dentro da prisão, sendo que está preso desde maio de 2025 devido à prática dos crimes de discriminação, incitamento ao ódio e à violência, entre outros.

O diretor nacional da PJ disse ainda que caso seja necessário, Mário Machado será transferido para outra prisão.

Na operação, conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo, participaram cerca de 300 elementos da PJ.

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Os detidos têm marcado o primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação, na quarta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa.

Por Lusa
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